segunda-feira, 26 de abril de 2010

Marduk e AD Hominem devastam São Paulo

Marduk e AD Hominem devastam São Paulo

Uma excepcional celebração do verdadeiro e requintado Metal! Essa é a descrição mais próxima do que Marduk e AD Hominem protagonizaram, no último dia 16 de Março, na tradicional casa Hangar 110. A matéria já poderia terminar aqui, pois tudo está resumido na primeira frase deste texto, mas tal devastação merece ser narrada somente para causar aquela sensação de arrependimento para quem não compareceu naquela histórica noite.

Infelizmente, é triste dizer que muitas pessoas não foram ao show, porque o Marduk não conta mais com o vocalista Legion na formação. No entanto, o que poucos esperavam ver é Daniel "Mortuus" Rostén, novo frontman, poderia dar, de certa forma, conta do recado e muito bem. O cara arregaça nos vocais e tem uma presença de palco que contagia até aquele fã mais chato de tão intransigente. Porém, a verdade é que nada disso seria capaz se Morgan "Evil" Steinmeyer Håkansson (guitarrista), Magnus "Devo" Andersson (baixo) e Lars Broddesson (baterista) não fossem os músicos brutais que são. A performance do quarteto é extremamente furiosa. O repertório escolhido passou por praticamente todas as fases da carreira, inserindo os álbuns "Still Fucking Dead", "Materialized in Stone", "Panzer Division", "Beyond the Grace of God" e "Azrael", sem se esquecer é claro de divulgar o novo disco "Wormwood". As composições destes suecos ganham um vigor e uma energia ao vivo tão impressionante, que a galera não parava de abrir moshs insanos e urrar principalmente quando as clássicas foram executadas principalmente em "Baptism by Fire".

Quem também não saiu por menos, foi a polêmica AD Hominem. Pelo que pode se ver, a banda francesa veio ao Brasil determinada a conquistar nosso território. Com a mesma brutalidade do Panzer Division da atração principal, Kaiser (vocalista/baixista), D.N (guitarra), A.K (guitarra) e G.K (bateria) fizeram do palco um verdadeiro campo de batalha despejando uma bomba atrás da outra, sem dó, nem piedade. O surpreendente foi ver muitas pessoas "cantando" as músicas deles, sinal de que o grupo está fazendo muito bem a disseminação do seu trabalho. Porém, deve ser lembrado que, com certeza, os caras não esperavam uma receptividade tão calorosa principalmente se levarmos em conta a questão ideológica da banda - explicitamente autenticada em seu MySpace, camisetas e, inclusive com uma faixa no braço esquerdo de cada integrante -, que é contestada mundialmente. No entanto, os brasileiros deram a impressão de que estão com a mente aberta para receber música extrema de qualidade, deixando de lado (ou seria respeitando?) a questão sócio-política dos franceses, que assim como os suecos, saíram de cena sem se despedir do público, ato tradicional para as bandas de Black Metal.

O único porém ficou destinado às bandas de abertura Incinerad, Querion e Unearthly, que, infelizmente, sofreram com o som embolado e com o pouco tempo destinado à elas devido a logística do evento. No entanto, acredito que o espaço destinado aos grupos serviu de grande valor. Os cariocas do Unearthly, que recentemente lançaram um dos discos mais elogiados pela critica especializada em 2009, tiveram a sorte de pegar o som um pouco melhor ajustado e assim puderam mostrar ao público paulistano porque estão recebendo tantos elogios.

Com certeza, os fãs, muitos vindos principalmente do interior do Estado de São Paulo, voltaram para suas casa ou rumaram para algum bar extremamente satisfeitos pelo que presenciaram e ansiosos pela vinda das bandas Gorgoroth e Enthroned. A produtora Tumba já confirmou em sua página no MySpace, a passagem conjunta dos dois grupos para o mês de Setembro.


Fonte: Costábile Press

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