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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

X Extreme Metal Fest – Carioca Club – São Paulo/SP

X Extreme Metal Fest – Carioca Club – São Paulo/SP
Sáb., 10 de dezembro de 2011


Por Regina K. Toma

De outubro para cá, três grandes ícones do black metal mundial passaram por essas terras: Immortal e Satyricon - ambas pela primeira vez no país e em apresentações únicas - e, fechando o ano de 2011, Dark Funeral. Os reis suecos do black metal vêm de uma turnê pela América Latina – já passaram por México, Costa Rica, Equador, Colômbia e Venezuela, encerrando dia 14 de dezembro em Brasília/DF – e tocaram em São Paulo/SP, no último sábado, 10 de dezembro, para um Carioca Club atipicamente vazio.
Quando entrei na casa, por volta das 17 horas, a primeira banda de abertura, Anarkhon, já estava no palco finalizando sua apresentação. Para quem não conhece, Anarkhon é uma banda de death metal com temática splatter, de Guarulhos/SP, formada por Aron Romero (vocal/guitarra), William Craven (guitarra), Michel Yuzna (baixo) e Wellington Backer (bateria), que vem ganhando reconhecimento no meio underground.
Após um pequeno intervalo, a segunda banda de abertura, Hammurabi, deu início à sua apresentação para um público de aproximadamente cinquenta pessoas (!!!). Daniel Lucas (vocal/guitarra), Wesley Ribeiro (baixo) e Críslei Rodrigo (bateria) fizeram um set curto baseado em seu mais recente trabalho, The Extinction Root (2011), no qual mostraram seu thrash metal mineiro.
Com a pista um pouco mais cheia, foi a vez de a primeira atração internacional da tarde/noite entrar no palco. Durante algo em torno de 50 minutos, a banda irlandesa Gama Bomb agitou os presentes com um speed/thrash metal divertido e contagiante. Philly Byrne (vocal), Luke Graham e Domo Dixon (guitarras), Joe McGuigan (baixo) e Paul Caffrey (bateria) pareciam bem descontraídos, principalmente o vocalista, que interagia bastante com o público e pedia para que erguessem os “chifrinhos”, no que era prontamente atendido. Até mesmo uma pequena roda foi formada para que os headbangers pudessem extravasar sua energia.
Mas o que todos queriam mesmo ver era o “novo” Dark Funeral. Digo “novo” devido à mudanças em sua formação, que atualmente conta com Lord Ahriman e Chaq Mol (guitarras), Dominator (bateria), Zornheym (baixo) e Nachtgarm, na difícil condição de assumir o posto antes ocupado por Emperor Magus Caligula, de vocalista e frontman dessa grandiosa banda. Eram quase 19 horas quando a principal atração desse festival entrou em cena com Stigmata, do último álbum lançado em 2009, Angelus Exuro Pro Eternus. Essa música foi o início perfeito para o show pois cria um clima denso e obscuro, que ganhou maior ênfase com a iluminação azulada e fria do palco. Rapidamente emendaram 666 Voices Inside (Attera Totus Sanctus, 2005) fazendo a plateia soltar seus demônios internos. Ao final dessa música, Nachtgarm cumprimentou o público com um “Boa noite, São Paulo!” para logo começar Enriched By Evil, música mais antiga, de Vobiscum Satanas (1998), e Goddess Of Sodomy (Diabolis Interium, 2001). Praticamente unindo uma música à outra, e sem dar trégua aos pescoços dos presentes, tocaram The Arrival Of Satan’s Empire, também do Diabolis Interium, com muita precisão e rapidez. Misturando músicas do início da carreira, como Open The Gates, e do último trabalho lançado, como The Birth Of The Vampiir, o Dark Funeral apresentou um repertório que incluiu toda a sua carreira. Clássicos como Atrum Regina (Attera Totus Sanctus, 2005) e The Secrets Of The Black Arts, do álbum homônimo de 1998, não ficaram de fora desse show. E que show! O baixista Zorheym – que devido aos seus longos cabelos loiros remete a um Vortex (ex-Dimmu Borgir) mais esquálido – movimenta-se bastante pelo palco, bem como o vocalista, que além de uma ótima presença possui um excelente vocal (e um puta fôlego!). E o que falar do baterista, então? Arregaçou! A iluminação também colaborou criando ótimos efeitos visuais e a plateia pode acompanhar em êxtase essa memorável apresentação. Após Shadows Over Transylvania (The Secrets Of The Black Arts, 1998), com passagens de bateria que beiram o hard rock (ok, serei execrada por esse comentário) e Heart Of Ice (Diabolis Interium, 2001), a banda retirou-se do palco para um breve intervalo, retornando em seguida para o bis com The Secrets Of The Black Arts, Hail Murder (Diabolis Interium, 2001) e a derradeira My Funeral (Angelus Exuro Pro Eternus, 2009). Para nossa sorte, porém, o Dark Funeral resolveu no presentear com mais uma música, An Apprentice Of Satan (Teach Children To Worship Satan, 2000 - Diabolis Interium, 2001), encerrando, após uma hora e meia de um blasfêmico black metal, o que para mim foi o melhor show de 2011. A banda saiu muito ovacionada do palco e, após fecharem as cortinas, Zornheym desceu para cumprimentar e tirar fotos com o público, ali permanecendo por vários minutos atendendo a todos.
Tanto os integrantes do Gama Bomb bem como os do Dark Funeral mostraram-se bastante solícitos após o término do show, distribuindo autógrafos, conversando e tirando fotos. Excluindo-se o fato de um ser ter atirado uma latinha de cerveja em Lord Ahriman “para chamar a atenção dele” (oi????) e do público escasso – aproximadamente um terço da capacidade do Carioca Club – foi um puta show que só quem viu sabe o que foi, pois é até difícil transpor em palavras esse espetáculo.
Agora é esperar 2012!


Setlist – Dark Funeral:

Stigmata
666 Voices Inside
Enriched By Evil
Goddess Of Sodomy
The Arrival Of Satan’s Empire
Open The Gates
The Birth Of The Vampiir
Atrum Regina
King Antichrist
Vobiscum Satanas
Shadows Over Transylvania
Heart Of Ice

Bis:
The Secrets Of The Black Arts
Hail Murder
My Funeral

Bônus:
An Apprentice Of Satan


*Agradecimentos ao Jim Jones & Truly Metal Rules Excursões.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cruachan – Blackmore Rock Bar

Cruachan – Blackmore Rock Bar
12 de outubro de 2011 – São Paulo/SP

Texto e Fotos Por: Regina Toma (Portal do Inferno / Heavy'Olution Metal)

Nada melhor do que música e fantasia para terminar o dia das crianças. E foi assim na última quarta-feira (12), em uma noite nublada e um pouco fria, quando um público composto por pessoas de diversas faixas etárias se reuniu, no Blackmore Rock Bar, em São Paulo/SP, para ver a primeira apresentação do Cruachan aqui no Brasil.
Com um certo atraso – algo infelizmente comum em vários shows e locais – a Lochránn deu início à festa por volta de 19h45. Digo festa porque a banda de Campinas, interior de São Paulo, conseguiu animar a plateia logo de cara, fazendo todos pularem e dançarem. Trajando kilts, rosto com pinturas azuis e demais acessórios que remetem à Irlanda, a Lochránn fez um show muito empolgante tocando somente músicas próprias. Todos os integrantes têm uma ótima presença de palco e não param de agitar um minuto e, sempre que pediam para o público acompanhar com palmas, eram prontamente atendidos. Vale a pena ficar de olho nessa banda que está prestes a lançar seu primeiro álbum, Moonlight Dance.
Já passava das 21 horas quando o Cruachan entrou no palco com seus trajes típicos ao som de uma intro, para logo pedir a “presença” de uma antiga deidade celta com To Invoke The Horned God, música do primeiro álbum da banda, Tuatha Na Gael. Seguiram com Maeves’ March, música instrumental que foi “cantada” pelo público com “ôôôôô” e acompanhada por palmas. Os músicos se mostraram bastante simpáticos e interagiam com o público, que gritava, pulava e aplaudia. Com uma pegada mais pesada, veio Pagan Hate, do mais recente álbum da banda, Blood On The Black Robe, trazendo de volta o lado black metal dos irlandeses. Para a próxima música, Bloody Sunday, Keith Fay chamou ao palco Juliana Rossi, bela vocalista das bandas paulistanas Hevorah e Ravenland. Com uma presença de palco marcante, Juliana cumpriu bem seu papel não só nessa, mas em todas as músicas nas quais participou. O Cruachan emendou Bloody Sunday com Brian Boru, uma música instrumental tradicional que novamente foi acompanhada por palmas pelos presentes. Na sequência, tocaram The Great Hunger, do álbum The Morrigan’s Call, também com a participação de Juliana. Ao começarem a próxima música, Thy Kingdom Gone, houve uma pequena falha fazendo com que a banda reiniciasse a canção, e Keith manteve o bom humor soltando um “Take two” (Segunda tomada). Aliás, mesmo com alguns probleminhas de som – na minha opinião, o som durante a apresentação da Lochránn estava melhor do que na do Cruachan – os irlandeses pareciam alegres e bem humorados e interagiam bastante com a plateia. Continuando o show, foram alternando músicas de álbuns mais antigos com o Blood On The Black Robe, sem perder o pique e a energia. Ossian’s Return contou novamente com o vocal feminino de Juliana contrastando com a voz de Keith. Na sequência, tocaram Primeval Odium, música um pouco mais lenta e cadenciada, e Some Say The Devil Is Dead, que fez o público pular bastante. Juliana ainda voltou para Pagan, do álbum homônimo de 2004. Então a banda anunciou a última música da noite, uma combinação de The Morrigan’s Call com I Am Warrior, mas ainda tocou a bela Ride On acompanhada por Juliana, encerrando, após pouco mais de uma hora, uma apresentação memorável desses guerreiros pagãos.
A banda de abertura merece parabéns pelo ótimo aquecimento, bem como o público que não parou de pular (literalmente) e acompanhar com palmas todas as músicas. Quanto ao Cruachan, bom, mostrou por que é considerado um dos principais nomes do folk/black metal mundial.
That’s all, folks!

Setlist – Lochránn

Eyeless Monkey Inn
Promise
Lords of Gondor
Avalon's Fall
Freedom
Sail Song
Battle Claim
Pagan Pride

Setlist – Cruachan

To Invoke The Horned God
Maeves' March
Pagan Hate
Bloody Sunday/Brian Boru
The Great Hunger
Thy Kingdom Gone
Ossian's Return
Primeval Odium
Some Say The Devil Is Dead
Pagan
The Morrigan's Call/I Am Warrior

Encore:
Ride On

Fonte: Regina Toma

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

TÝR apresentação memorável em São Paulo

TÝR apresentação memorável em São Paulo

TÝR - Estudio Emme - São Paulo-SP
Sábado 30 de julho de 2011

Texto por: Edson F. Melo
Fotos por: Erika Beganskas
http://www.flickr.com/photos/erikabeganskas

O dia tão esperado enfim havia chegado, e tudo indicava que o destino tramava contra mim, já que perdi o ônibus do meio dia para São Paulo, o das 15:00 horas estava lotado. Por sorte consegui passagens para as 15:30 em um ônibus extra colocado de última hora devido a procura, porém ainda teria de percorrer o trajeto em 2 metrôs, 1 ônibus e uma caminhada de 20 minutos até o Estudio Emme, para completar chovia em São Paulo. Tudo para “ajudar”! Porém no final tudo deu certo e chegando ao local, onde já se via a animação dos poucos, mas verdadeiros fãs que enfrentavam a fila mesmo debaixo da fria garoa da noite paulistana.

Adentrando no local, o clima foi aquecido com o inicio da rápida apresentação de Guilherme
Dantas (Chatoix) e Daniel Becker (Detonator) do Grupo de apresentações medievais “Ordo Draconis Belli”, que foi muito bem recebida por parte do público que entoava “dois homens entram, um homem sai” aos berros.

Após a primeira luta, entrou no palco a banda Skaldic Soul de Jundiaí-SP, que apesar de um set rápido, com apenas 6 músicas a banda o fez com maestria. Em relação à última vez que vi a banda ao vivo, ficou bem claro o desenvolvimento dos músicos e
simplesmente arrebentaram na abertura. Ponto alto da apresentação da Skaldic foi durante a execução da música “Iron” um cover da banda finlandesa Ensiferum, que contou com a participação ativa do público, mas infelizmente essa foi a última canção do set da Skaldic Soul.
Mais uma vez os dragões da Ordo subiram ao palco para mais uma luta, com os guerreiros Thiago (Tyrfang) e Igor (Berserker), apesar de ser rápida a apresentação, ambos mostraram muita destreza e habilidade, e assim como na primeira luta arrancaram muitos gritos e aplausos do público.

Por fim o momento mais esperado da noite havia chegado, os faroeses da banda TÝR subiram no palco mandando “Flames Of The Free” do álbum The Lay Of Thrym, seguida de “Sinklars Visa” álbum Land e “Northern Gate” álbum By The Light Of The Northern Star ambas acompanhadas e cantadas por todos, a banda deu uma pequena pausa para agradecer a calorosa recepção dos fãs, e a viagem épica nostálgica seguiu com músicas de todos os álbuns da banda. Kári Streymoy apesar de escondido no fundo do palco demonstrou ser um excelente e habilidoso baterista, o guitarrista Terji Skibenæs apesar de pouca interatividade com o público, foi extremamente virtuoso e técnico durante a apresentação, Gunnar Helmer Thomsen foi a atração do show, pulava e agitava de um lado ao outro, interagia com os fãs enquanto Heri Joensen se irritou um pouco com o som dos microfones que estavam baixos. Microfones regulados e o show continuou com “Wings Of Time”, “Ragnarok”, “Shadow Of The Swastika”, “Hall Of Freedom”.

Antes do duelo de guitarras entre Heri e Terji com a execução de “Rage Of The Skullgaffer”, Heri e cia agradeceram pela bandeira das Ilhas Feroe, onde sorrisos, simpatia e interação com o público não foram problemas. Seguiram a apresentação com “Tróndur í Gøtu”, “Hail To The Hammer”, “Regin Smiður”, “Dreams”, fechando a épica noite tocaram “Hold The Heathen Hammer High” e “By The Sword In My Hand”, para quem não foi ao show, perdeu uma memorável apresentação.



Skaldic Soul - Set-list:

Thunderforge
Troll's Krieg
Smoking Ruins ( Ensiferum)
Aidan's Fall
Until The Red Sun Rise
Iron (Ensiferum)

TÝR - Set-list:

Intro
Flames Of The Free (The Lay Of Thrym)
Sinklars Visa (Land)
Northern Gate (By The Light Of The Northern Star)
Intro
Wings Of Time (Ragnarok)
Ragnarok (Ragnarok)
Shadow Of The Swastika (The Lay Of Thrym)
Hall Of Freedom (The Lay Of Thrym)
Rage Of The Skullgaffer (Ragnarok)
Tróndur í Gøtu (By The Light Of The Northern Star)
Hail To The Hammer (How Far To Asgaard)
Regin Smiður (Eric The Red)
Dreams (Eric The Red)
Hold The Heathen Hammer High (By The Light Of The Northern Star)
By The Sword In My Hand (By The Light Of The Northern Star)

Fonte: Heavy'Olution Metal
Mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/erikabeganskas

domingo, 3 de outubro de 2010

Hypocrisy protagoniza o melhor show de metal extremo de 2010 até o momento

Hypocrisy protagoniza o melhor show de metal extremo de 2010 até o momento

Texto por Costbábile SS Jr.
Fotos por Cynthia Marangon/Agenda Metal


Todo fã de Heavy Metal que fez a lição de casa tem a obrigação de saber quem é Peter Tägtgren. E pelo jeito, muita gente estudou direitinho e passou de ano com louvor. Prova disso, foi que em plena quarta-feira, 22 de setembro, o Carioca Club ficou praticamente lotado para conferir ao vivo uma verdadeira aula de um dos mestres mais influentes da música extrema mundial.

Peter Tägtgren mostrou diante de uma plateia ensandecida como é que se faz o verdadeiro Death Metal sueco. Após tantas atrações provenientes da Escandinávia, que aterrissaram nos últimos por aqui, vide os casos de In Flames, Amon Amarth, Opeth, Dark Tranquillity, Deathstars, Dismember, Arch Enemy, Evergrey e Tiamat, o Hypocrisy mostrou que não fica devendo em nada para seus conterrâneos. E, apesar do voo de aproximadamente 36 horas e o extravio de todo o seu equipamento, o grupo realizou uma performance devastadora, que simplesmente fez valer os 20 anos de espera. Todas as músicas foram exaltadas e, do começo ao fim, os fãs evidenciaram a sua devoção pela banda inclusive quando executaram músicas com uma pegada "experimentais".

A abertura ficou por conta da banda brasileira Genocidio, que está em plena divulgação do belo "The Clan". Apesar dos diversos problemas com o som embolado, Murillo Leite (vocal/guitarra), Dennis Decurion (guitarra), Wanderley Perna (baixo) e Fabio Moyses (bateria) souberam lidar com as diversidades e não desanimaram. O quarteto mostrou que não estava pra brincadeira e mandou um Thrash/Death "de responsa". O final da apresentação ficou registrado com um desnecessário cover de Black Magic, do Slayer. Afinal, o público já havia dado um feedback positivo em relação às suas próprias músicas.

Assim que os brasileiros saíram de cena, as cortinas se fecharam, a atenção de todo público ficou toda voltada para o telão da casa, que exibia o clássico Santos x Corinthians, ou seja, os técnicos poderiam trabalhar tranqüilamente, pois a galera estava muito bem entretida. No entanto, Peter Tägtgren (vocal/guitara), Tomas Elofsson (guitarra), Mikael Hedlund (baixista) e Reidar Horghagen (baterista, Immortal) não quiseram esperar pelo intervalo da partida e logo deram um fim a paixão nacional.

Às 22h, finalmente chegara a hora de um dos momentos mais esperados pelos fãs da música extrema. Após 20 anos de carreira, o Hypocrisy enfim realizou a sua premierè no Brasil. A “A Taste Of Extreme Divinity South America Tour” deu o pontapé inicial com duas músicas de seu mais novo álbum “Valley Of The Damned” e “Hang Him High”, seguida por “Fractured Millenium”.

A aquela altura, entre mortos e feridos, os fãs mais queriam é que Peter e seus comandados bombardeassem seus ouvidos com diversas explosões sonoras. E assim o fizeram: A clássica “Adjusting The Sun”, do maravilhoso álbum The Final Chapter (1997), estremeceu o Carioca Club.

Porém, na sequencia, a situação ficu ainda mais caotica. Os suecos resolveram voltar inicio de carreira e mandaram um medley devastador com “Pleasure Of Molestation/Osculum Obscenum/Penetralia”. Muitos dos presentes, que acompanham a banda desde o inicio, pareciam não acreditar no que estavam vendo e ouvindo.

Felizmente, e para sorte dos fãs, Peter foi inteligente e elaborou um repertório com as principais composições da sua gigantesca discografia sem deixar de promover o novo "A Taste Of Extreme Divinity". Com certeza, esse detalhe foi apenas um dos aspectos para tornar aquela noite inesquecível.

O grand finale ficou para o bis, protagonizado por “The Final Chapter”, “Warpath” e a "Enter Sandman" do Hypocrisy, “Roswell 47”.

Foram quase duas horas do mais puro e genuíno metal extremo. Apesar da performance um tanto estática, a banda matou a pau! Peter é um verdadeiro monstro. Se em estúdio ele já faz absurdos, ao vivo, é praticamente um ser de outro mundo. O cara simplesmente é extraordinário. O seu companheiro de cordas Tomas Elofsson também não fica muito longe e mostrou muita técnica durante toda a apresentação. O baixista Mikael Hedlund alem de agitar, toca muito. Já Reidar Horghagen foi outro que deu um show à parte. O enorme baterista debulhou o seu kit sem a mínima piedade. Quando o músico é bom, não adianta máscaras ou coisa parecida. A pegada peculiar de Horghagen é inconfundível.

Até o momento, na minha opinião, o Hypocrisy fez o melhor show de música extrema do ano! Será que teremos alguém capaz? Duvido!

Set list Hypocrisy
Valley Of The Damned
Hang Him High
Fractured Millenium
Adjusting The Sun
Eraser
Pleasures Of Molestation / Osculum Obscenum / Penetralia (Medley)
Killing Art
Apocalypse/$th Dimension
A Coming Race
Let The Knife Do The Talking
Weed Out the Weak
Fire In The Sky
Bis
The Final Chapter
Warpath
Roswell 47

Agradecimento: Julio Viseu - Rádio & Tv Corsário

Fonte: The Ultimate Press e Portal Rock Press

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Gorgoroth e Enthroned comemoram o X Setembro Negro Festival em grande estilo

Gorgoroth e Enthroned comemoram o X Setembro Negro Festival em grande estilo

Texto e Fotos
Por Costábile SS Jr.


Apesar de todos os avanços tecnológicos e monetários, o Brasil ainda é um país em desenvolvimento principalmente no quesito socioeconômico. Se levarmos esse parâmetro para dentro do Heavy Metal podemos constatar que a enxurrada de shows internacionais está totalmente atrelada a nossa atual posição emergente. Dentro dessa realidade, podemos contar com mais uma grande vitória: a celebração do X Setembro Negro, que, mais uma vez, teve Gorgoroth e Enthroned como grandes atrações.

O evento produzido pela Tumba Productions, empresa capitaneada por Edu Lane, baterista da excelente banda Nervochaos, aconteceu no último dia 5 de setembro, no Carioca Club, em São Paulo, e atraiu praticamente 400 pessoas.

Desde as primeiras horas daquela tarde de domingo ensolarada paulistana, seres das mais diversas profundezas começavam a se aglomerar na casa localizada na parte baixa de Pinheiros. A expectativa pelos shows era evidente já que se tratam de duas grandes potencias do cenário do Black Metal Mundial. É claro que a maioria estava ansiosa para ver o Gorgoroth. Após anos de lutas na justiça, troca de formação, o escândalo do homossexualismo confirmado pelo ex-vocalista Gaahl, etc, os fãs queriam conferir in loco como está a atual fase do grupo. Já o Enthroned goza daquele prestigio do tradicionalismo característico que todo bom apreciador da música extrema idolatra.

Para esta edição, o festival contou com apenas duas bandas de abertura e ambas do exterior. A paraguaia Wisdom, que já esteve no Brasil anteriormente, e que mesmo conhecida por alguns presentes, não obteve aquele impacto. O grupo tentou fazer uma performance chocante no quesito visual, no entanto, isso não convenceu aos sempre exigentes brasileiros. Na seqüência, foi a vez dos chilenos do Kythrone, que, infelizmente, apenas fizeram a parte deles: fazer passar o tempo e "amaciar" o ouvido da galera para um dos shows mais esperados do ano.

E não demorou muito para que os integrantes do Enthroned finalmente dessem as caras. Os belgas que, neste momento, estão em plena turnê de divulgação do álbum “Pentagrammaton”, não quiseram nem saber se eram ou não atração principal do festival e mostraram que não vieram à América do Sul a passeio. Os caras simplesmente fizeram uma performance impecável. Com o repertório baseado em diversos clássicos, os fãs não tiveram do que reclamar. Destaque para “Rion Riorrim”, “Nahas’t” ,“Pentagrammaton”, “Ornament Of Grace”, “Through The Cortex” e “At The Sound Of The Millennium Black Bells”.

Assim que terminou o show dos belgas, a galera praticamente continuou aglomerada na frente do palco. Era visível que os fãs mais fervorosos não queriam perder a oportunidade de conferir o Gorgoroth sem nenhuma interferência.

Assim que o noruegueses entraram em cena, a galera foi ao delírio. Apesar de apenas contar com o guitarrista Infernus da formação que esteve no pais da última vez, querendo ou não, era o Gorgoroth que estava diante deles.

A formação que veio devastar o Brasil pela turnê de divulgação do mais novo registro fonográfico Quantus Possunt ad Satanitatem Trahunt contou com os músicos Pest (vocalista), Infernus (guitarra), Tormentor (guitarra), Frank Watkins (baixista Obituary) e Vyl (bateria).

Antes do show, a reportagem teve a oportunidade de conversar rapidamente com Pest e Infernus. Ambos declararam estar bastante animados com o atual momento do Gorgoroth, mesmo após anos de turbulência. "Passamos por um período complicado, mas isso já faz parte do passado. Estamos excursionando pelo mundo para divulgar um ótimo trabalho, os shows estão sendo cada vez mais intensos e estamos contentes pelos atuais resultados", disse o guitarrista.

Mesmo com um tom de voz baixo e direto, o vocalista não poupou palavras para expressar sua satisfação em voltar a fazer parte do grupo. "Após tantos anos, voltar a fazer parte do Gorgoroth é sempre uma satisfação. A nova formação está bastante unida, focada e acredito que estamos prontos para recolocar a banda em um patamar ainda maior", comentou.

Como não poderia diferente, os noruegueses executaram diversos clássicos, mas também aproveitaram a oportunidade para sequenciar algumas composições novas. O fato mais interessante e que surpreendeu a todos foi que Pest quebrou o protocolo e diversas vezes dirigiu a palavra à plateia. Toda essa "simpatia", deixou alguns fãs mais fundamentalistas revoltados, pois a toda aquela imagem ríspida, intransigente e que fascina seus adeptos foi totalmente expurgada. Porém, tirando essa curiosidade, a apresentação foi digna de uma das melhores do ano e coroou mais uma brilhante edição do Setembro Negro, principal festival da música extrema do Brasil.

Repertório Gorgoroth

Bergtrollets Hevn
Satan-Prometheus Storms
Profetens Ůpenbaring
Aneuthanasia
Forces of Satan
Odellegelse Og Undergang / Blood Stains the Circle
Unchain My Heart
Destroyer / Incipit Satan
Katharinas Bortgang
The rite of Infernal Invocation
Prayer
Revetalion of Doom

Fonte: The Ultimate Press

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Shadowside publica tour report de shows na Europa no MySpace

Shadowside publica tour report de shows na Europa no MySpace

250 mil pessoas assistiram a performance do grupo pela TV na Bósnia

A banda brasileira Shadowside publicou em sua página oficial no MySpace um completo tour report contando detalhes da viagem, dos shows, das partes divertidas que envolveram as performances do grupo no Rockin’ Transilvania realizado no Castelo de Bran, mundialmente conhecido como o Castelo do Conde Drácula, na Romênia, e no Banja Luka Rock Open Air, na Bósnia- Herzegovina, que foi transmitido ao vivo pela emissora TV RTRS (Radio Televizija Republike Srpske) para mais de 250 mil telespectadores.

Quanto a nova passagem da Wake Up Screaming Tour pelo Velho Continente que teve como objetivo promover o álbum Dare to Dream, que recentemente foi lançado no mercado europeu via S4/NL Distribution, a vocalista Dani Nolden evidencia como este dois shows foram intensos. “No Rockin’ Transilvania fomos recepcionados por um público vibrante, intenso. Eu não acreditava como eles balançavam a cabeça. Acho que muitas pessoas tiveram uma bela dor no pescoço e de garganta no dia seguinte (...). Já no Banja Luka Rock Open Air, depois da coletiva de imprensa, entramos em cena para uma platéia insana, que gritava cada palavra de nossas músicas. (...) Foi uma surpresa maravilhosa (...). Deixamos o palco pensando que o show havia terminado, mas ouvimos gritos pedindo pelo bis e então decidimos dar o que eles queriam -, bem como manter a nossa diversão mais longa. Saímos do palco em êxtase (...)".

Além disso, a Shadowside tem se mantido ativa na popular rede social Twitter. Para conferir todas as notícias ligadas à banda, acesse http://twitter.com/shadowsideband. Nos próximos dias, o grupo deve anunciar o agendamento de alguns shows pelo Brasil.

Confira o tour report completo e fotos da excursão em http://www.myspace.com/shadowsideband.

Maiores informações:

http://www.shadowside.ws
http://www.myspace.com/shadowsideband
http://www.myspace.com/shadowsidepress
http://www.myspace.com/fabiobuitvidas
http://www.myspace.com/ricardo_piccoli
http://www.youtube.com/user/ShadowsidePress7
http://twitter.com/shadowsideband
http://twitter.com/DaniNolden
http://twitter.com/ricardopiccoli
http://twitter.com/costabilejr

Fonte: Shadowside Press

terça-feira, 22 de junho de 2010

Resenha: Dark Tranquillity em Curitiba

Suecos do Dark Tranquillity realizam show memorável para as fãs em Curitiba.

O frio domingo de 13 de junho em Curitiba, é uma data a ser recordada, afinal já havia um bom tempo que um nome de peso dentro pertencente aos segmentos mais pesados do metal não se apresentava na cidade. A primeira surpresa da noite foi notável diferença no pequeno Hangar Bar, que munido de equipamento de áudio de 1º qualidade e palco remodelado mostrava o bom trabalho realizado pelos produtores do evento.

Por volta das 20h15 horas já com grande parte do público se apertando nas primeiras fileiras, adentra ao palco os paulistas do Of The Archaengel. Com um som nítido e sem os habituais problemas técnicos que costumam acometer os shows de abertura, a banda tocou 5 musicas e causou uma excelente impressão nos presentes com seu som intrigante e desafiador. No momento da execução da musica “Black Raven” algumas pessoas da platéia vibraram com o anúncio desta, fato esse que levou o até então fechado vocalista Alex Rodrigues a mostrar um lado mais divertido e carismático.

Após uma pausa para retirada de equipamentos e rápida checagem de som eis que o sexteto sueco Dark Tranquillity sobe ao palco e detona, logo de cara, At the point of ignition seguida de The Fatalist. O potente Death Metal Melódico do grupo toma posse dos presentes e a banda se mostra muita felicidade com a reação calorosa do público curitibano, em especial, o vocalista Mikael Stanne.

O grupo optou por apresentar um set list equilibrado, mesclando músicas do último e poderoso trabalho “We are the Void” com clássicos como Focus Shift, Final Resistance, Punish my heaven e There In. Ao fundo um telão exibia diversas imagens com temas relacionados às musicas numa precisa sincronia enquanto a banda destilava, incansavelmente, petardos poderosos como Misery´s Crown, Iridium e a excepcional Lost to Apathy.

Ao final de The Grandest Accusation, o vocalista diz que não gostam de criar suspense com um biz e emendam a faixa Terminus (Where death is most alive) finalizando o show com mais de uma hora e meia de duração.

O Dark Tranquillity provou o porquê de continuar como uma das bandas mais brilhantes e influentes que o metal sueco já produziu. Que venham mais 20 anos pela frente e que voltem a passar por aqui novamente!

Texto: Marco Domingues

Fotos Dark Tranquillity: Magno Van Erven

Foto Of The Archaengel: Jéssica Cassellas


Set list:

1.The point at ignition
2.The Fatalist
3.Focus shift
4.The wonders at your feet
5.Final resistence
6.Misery's crown
7.Punish my heaven
8.My negation
9.Iridium
10.Shadow in our blood
11.Lesser
12.Dream oblivion
13.Lethe
14.Lost to apatty
15.ThereIn
16.The grandest accusation
17. Terminus (Where death is most alive)

Fonte: Ivanei Salgado - ArtePress

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dark Tranquillity faz apresentação destruidora em São Paulo.

Dark Tranquillity faz apresentação destruidora em São Paulo.

Dark Tranquillity
12/06/2010 São Paulo-SP - Carioca Club
Texto por Edson F. Melo.
Fotos por Edson F. Melo
e Sabbatha Sacilotto



Apesar da sensação térmica de 4º graus da fria noite paulistana, cerca de 500 pessoas compareceram para ver a primeira apresentação dos suecos da Dark Tranquillity no país, em suporte ao nono álbum de estúdio da banda intitulado “We Are The Void”. Passava das 20h15min, quando a banda entrou em palco mandando a música “At The Point Of Ignition”, a sexta faixa de “We Are The Void”.
A satisfação da banda em estar tocando para os brasileiros era evidentemente clara, e após algumas palavras do vocalista Mikael Stanne, seguiram com “The Fatalist” também do novo álbum e “Focus Shift” do álbum “Fiction” de 2007.
A apresentação seguiu perfeita, os guitarristas Niklas Sundin e Martin Henriksson deram um show de técnica e virtuosidade, outro destaque também foi o baixista Daniel Antonsson (também guitarrista das bandas Dimension Zero, Pathos e ex-baixista da banda Soilwork). Sem esquecer de mencionar o tecladista Martin Brändström e o baterista Anders Jivarp, cada um fazendo um show à parte.
Mikael Stanne não se conteve e caiu nas graças do público quando recebeu uma bandeira mista sueco-brasileira com o nome da banda, a felicidade e a satisfação tomaram conta da banda no palco e os agradecimentos pelo “presente” vieram em forma do melhor “Gothenburg death metal”! A porrada sonora seguiu com “The Wonders At Your Feet” (“Haven” trabalho de 2000), “Final Resistance” (“Damage Done” álbum de 2002) e “Misery's Crown” (também do “Fiction”).
A abertura de uma roda na parte central em frente ao palco foi inevitável, tamanha era a energia do show, nesse momento ninguém se lembrava do frio que fazia lá fora, muitos estavam até sem camisetas.
“Punish My Heaven” (“The Gallery” de 1995), música do segundo trabalho da Dark Tranquillity deu continuação ao show, seguida de “My Negation“ (“Character” de 2005), “Iridium” (também do “We Are The Void”), “Shadow Duet” (faixa de 1993 do primeiro registro da banda “Skydancer”), “The Lesser Faith” (“Fiction”) e “Dream Oblivion” (“We Are The Void”).
Para uma banda que nunca havia estado em solo brasileiro e aguardava ansiosa para tocar por aqui sem ao menos saber o que esperar, a Dark Tranquillity tirou de letra, Mikael Stanne conduziu e dominou o público como se já estivessem tocado muitas vezes por aqui, música a musica os fãs estavam cantando e bangueando sem parar. Mas como tudo que é bom dura pouco, as cinco últimas canções da noite foram “Lethe” (“The Gallery” de 1995), “Lost To Apathy” (“Character”), “There In” (“Projector” 1999), “The Grandest Accusation” (“We Are The Void”) e fechando com a música “Terminus Where Death Is Most Alive” (“Fiction” de 2007).
A banda encerrou a noite com a promessa de que esta foi a primeira vez que vieram, mas não será a última.
Pontos negativos do show? Nenhum, porém creio que a casa de show deveria dar mais respeito aos fãs, pois o show mal havia acabado e os seguranças começaram a dispersar o pessoal dizendo que a casa tinha de ser limpa e preparada para a “principal atração da noite”?!?!?! (O que seria essa atração? Pagode?)


Set-List:

At The Point Of Ignition
The Fatalist
Focus Shift
The Wonders At Your Feet
Final Resistance
Misery's Crown
Punish My Heaven
My Negation
Iridium
Shadow Duet
The Lesser Faith
Dream Oblivion
Lethe
Lost To Apathy
There In
The Grandest Accusation
Terminus (Where Death Is Most Alive)


Dark Tranquillity:

Mikael Stanne - Vocals
Niklas Sundin - Guitarra
Martin Henriksson - Guitarra
Daniel Antonsson - Baixo
Martin Brändström – Teclados
Anders Jivarp - Bateria


Discografia:

Skydancer (1993)
The Gallery (1995)
The Mind’s I (1997)
Projector (1999)
Haven (2000)
Damage Done (2002)
Character (2005)
Fiction (2007)
Where Death Is Most Alive (2009)
Where Death Is Most Alive DVD (2009)
We Are The Void (2010)


Links:

http://www.darktranquillity.com/
http://www.myspace.com/dtofficial
http://www.youtube.com/dtofficial

Fonte: Edson F. Melo - Heavy'Olution Metal

Roça ‘N’ Roll: Varginha Rock City!

Roça ‘N’ Roll: Varginha Rock City!

Texto e fotos por: Mayara Rossi.

Varginha, 12 de junho de 2010. 12ª edição do festival Roça 'N' Roll na fazenda Estrela, na saída da cidade. O público começa a chegar cedo no local, por volta das 17:00 horas já haviam mais de 500 pessoas no local, mas o grande público mesmo, veio com o cair da noite. Uma noite muito fria, mas que mesmo assim não inibiu os fãs de metal, não só da região, mas também de outros estados do país.

O local era um tanto quanto escuro, só se via mesmo pela luz que vinha do palco ou das barracas (comida, bebida, guarda volumes, tenda de autógrafos e de achados e perdidos); Havia alguns seguranças na entrada do evento revistando o pessoal que entrava, mas dentro do evento, via-se apenas alguns.

Logo no começo houve o lançamento do livro sobre metal e vampirismo “Vinganças de Sangue” de Karlo Campos, torneio de truco, campeonato de Air Guitar, e exposição do artista plástico Lucas Abreu. Os shows contaram com as bandas Agouro, Agrotóxico, Hammurabi, Murder Ride, Alpha Scorpii, Lothlöryen, Unliver, Mercuryio, Tuatha de Danann, Salário Mínimo, Corpse Grinder, Kamala, Ravenland, Almah, Bittencourt Project e Torture Squad.

Havia dois palcos no local, com ótima estrutura, tanto de equipamentos, quanto de iluminação. Os fãs não tiveram do que reclamar dos shows, o som estava ótimo, e ao final de cada show, o público ensandecido gritava por “mais um, mais um”.

Os pontos mais altos do evento foi a partir do show da banda Salário Minimo, que levou a galera a loucura! Fãs gritavam as musicas e não paravam de pular nem por um segundo. Em seguida aconteceu o show do Tuatha de Dannan, a cena se repetia, o público ficou tão empolgado que uma moça subiu no palco (que não era nada baixo) e abraçou seus ídolos, mas logo foi retirada do palco pelo segurança da banda, e assim o show continuou normalmente. O público de Gothic Metal sentiu-se satisfeito quando a banda Ravenland subiu no palco, foi um momento de um pouco de “calmaria” comparado as outras bandas, mas mesmo assim o público agitou bastante.

Entra no palco ao lado, o Bittencourt Project, com certeza um dos melhores shows que eu vi no local. O público retribuiu de forma grandiosa o ótimo show que a banda fez, alguns ficaram tão empolgados, que mesmo com o frio extremo, tiraram suas camisas e ficaram pulando curtindo o show. Logo após, o palco ao lado apaga-se totalmente, ouve-se uma música instrumental forte e uma fumaça absurda saindo de lá... era o show do Torture Squad que começara. Creio que posso dizer que foi o show em que o público ficou mais louco!! Pareciam que todos haviam se juntado e viraram uma pessoa só, de tanta sincronia dos movimentos, pessoas pulando e outras em rodas de “bate cabeça”. Foi um show e tanto para os fãs do estilo!

O último show do festival ficou por conta da banda Almah. Uma apresentação incrível, mantendo o nível da banda anterior (Torture Squad). O público nem perdeu o pique, já foram pulando e batendo cabeça para o palco ao lado. A banda de Edu Falaschi deu o que os fãs pediram, um ótimo show de metal, não havia show melhor para o encerramento do festival. O público voltou para casa ultra satisfeito.

Só deixaram a desejar mesmo um pouco na segurança do local, pois além de pessoas subindo nos palcos durante as apresentações, pessoas caíram em “brejos” que haviam no local, perto da enfermaria, e haviam muitas fogueiras espalhadas pelo local (inclusive ao lado dos palcos); Por sorte, não aconteceu nada fora do controle. Fora estes pequenos acontecimentos, o evento foi muito bom.

O festival contou com o patrocínio das empresas Autotrans, Frutty e Itaipava, Via Cabo, 99 FM, Roadie crew, Consulado do Rock, Frigorífico São Francisco, Lady Snake, Wrangler, Microlins, Tendas On Line, Meteoro, Rock in Road e do Programa Combate (Rádio Melodia FM). Também contou com o apoio das leis Estadual e Municipal de Incentivo à Cultura, do Governo de Minas, da Prefeitura de Varginha, do Comic, e da Fundação Cultural do Município.

E que venha o Roça'N'Roll 2011!

Fonte: Mayara Rossi – Heavy’Olution Metal
http://www.myspace.com/heavyolution

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Kool Metal Fest

Kool Metal Fest

Por Costábile SS Jr.
Fotos: Wander Willian


Atrações internacionais e nacionais fizeram a festa do público sedento pela música pesada que compareceu ao Kool Metal Fest. O evento, mesmo sendo realizado no mesmo período que a Virada Cultural em São Paulo, atraiu pessoas das mais várias cidades do Brasil.

Porrada na orelha! Esta é a síntese que podemos fazer sobre a sétima edição do Kool Metal Fest, evento que com esta edição deixou de ser uma hipotese para se tornar uma grata realidade.

Pessoas das mais diversas cidades de dentro e fora do Estado de São Paulo, tiveram como destino no último dia 15 de maio, o Espaço Victory, um dos novos locais da cidade que começam a receber shows de Rock. A casa tem uma estrutura muito boa e capaz de receber um bom público com muito conforto, sem contar que mesmo quem não quiser ficar no meio da muvuca, consegue assistir ao show numa boa.

A primeira atração da noite foi o Western Day. Vindos diretamente da periferia paulista, o grupo mesmo com um visual bem alternativo, o que ocasionou um choque inicial muito grande nas pessoas que começavam a preencher a pista. Apesar do visual, a sonoridade é pesada, como um bom grindcore deve ser. O destaque fica para os dois vocalistas que produzem um gutural potente. No entanto, os outros integrantes ainda precisam exercitar a presença de palco e melhorar nas questões técnicas. A banda é nova, foi formada em 2007, ou seja, tem muita poeira da estrada para comer... pelo menos já começaram bem.

Na sequencia, veio o D.E.R., um dos mais respeitados nomes do cenário nacional. Com muita experiencia nas costas, a banda sabia qual era a sua missão: não poupar ninguém da plateia. Desta maneira, o quinteto despejou suas músicas rápidas e violentas sem a mínima piedade. Porém, a tendencia punk de suas composições não agradou algumas pessoas ocasionando um espalhamento do público pela casa.

A terceira atração da noite foram os jovens thrashers do Violator. Já com um belo publico em frente ao palco, os brasilienses fizeram um show devastador. Poney (vocal/baixo), Pedro Capaça (guitarra), Marcio Cambito (guitarra) e David Araya (bateria) mostraram personalidade ao apenas tocar composições próprias e mesmo assim fazer a festa da galera. Ordered to Thrash, U.F.T., Toxic Death, Deadly Sadistic Experiments, Thrash Maniax, Apocalypse Engine e Destined to Die proporcionaram diversas rodas, moshs, uma pancadaria total. A performance do grupo foi um verdadeiro caos. O Violator é mais uma grata revelação do cenário nacional e, se continuar nesse pique, entrará para o mesmo hall que Torture Squad, Shadowside, Claustrofobia, Hibiria, Distraught, Mindflow, Tuatha De Danann e outros, integram.

Depois de quase uma hora ajustando o som e preparando o palco, os norte-americanos do Suffocation entraram em cena. Fazendo a sua première em terras brasileiras visando divulgar o mais recente trabalho "Blood Oath" (2009), Frank Mullen (vocal), Terrence Hobbs (guitarra), Guy Marchais (guitarra), Derek Boyer (baixo) e Mike Smith (bateria) queriam a todo custo impressionar os fãs e assim o fizeram. O repértorio escolhido foi muito mais do que especial. Quando Liege of Inveracity, Infecting the Crypts e Pierced From Within foram executadas a casa quase veio abaixo. O frontman Frank Muller era um dos mais contentes e comandou a exibição. Outro destaque ficou por conta do batera Mike Smith. A técnica e a velocidade com que esse cara toca é um absurdo. O quinteto fez uma bela estreia e, desde já, se credencia para uma nova visita. Sairam ovacionados!

Para quem pensou que o Napalm Death entraria rapidamente para quebrar tudo e todos teve que controlar a ansiedade e a paciencia para ver os reis do grindcore. Com pouco mais de uma hora de passagem de som, a expectativa logo foi para o espaço quando os britanicos deram as caras e começaram a executar Strong-Arm. A pancadaria foi intensa. A cada música executada os moshs se tornavam cada vez mais mais violentos e arrebatadores. Até parecia que quem estava no palco era o Slayer...

Esta nova destruidora passagem de Mark "Barney" Greenway (vocal), Shane Embury (baixo), Mitch Harris (guitarra) e Danny Herrera (bateria) teve como finalidade divulgar o álbum Time Waits For No Slave, último lançamento do grupo. No entanto, sem muitas firulas, Barney & Cia fizeram uma performance matadora, destruiram tudo com vários clássicos e, o mais interessante, foi que até mesmo as novas músicas não ficaram de coadjuvante.

O show foi extremamente insano e Barney, apesar de sua caretice, parece que com o tempo está cada vez mais demente. O cara não parou um segundo sequer e também não se esqueceu de declamar seus tradicionais discursos, presença mais do que esperada. Os outros integrantes não ficam para trás, mas não chegam perto de seu lider. Eles apenas fazem o que devem e muito bem: tocar.

O saldo do Kool Metal Fest foi excelente e, agora, os fãs de Heavy Metal esperam por mais uma grande edição.

Set list Napalm Death 15/05/2010 São Paulo

1. Strong-Arm
2. Unchallenged Hate
3. Suffer the Children
4. Silence is Deafening
5. Life and Limb
6. Diktat
7. When All is Said And Done
8. It’s a M.A.N.S. World!
9. From Enslavement to Obliteration
10. On the Brink of Extinction
11. Scum.
12. Life?
13. The Kill
14. Deceiver
15. You Suffer
16. Mass Appeal Madness
17. Nazi Punks Fuck Off (Dead Kennedys cover)
18. Persona Non Grata
19. Smear Campaign
20. Time Waits for No Slave
21. Siege of Power

Fonte: Costábile SS Jr. - The Ultimate Press