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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

"Nós somos os verdadeiros criadores do Folk Metal"

2011 realmente poderá ser considerado como o ano da invasão Folk, Viking, Pagan no Brasil. Após a enxurrada de shows e eventos voltados à esta cultura, quem irá desbravar pela primeira vez as longínquas terras de além mar será a banda irlandesa Cruachan, um dos nomes mais famosos do Celtic/Folk Metal Mundial.

O grupo formado por Keith Fay (vocal, guitarra, teclado, bodhrán, mandolin, percussão), John Clohessy (baixo), Colin Purcell (bateria, percussão), John Ryan Will (tin whistle, violino, banjo, bouzouki, teclado) e John O' Fathaigh (tin whistle) está em plena turnê de divulgação do álbum "Blood on the Black Robe" lançado recentemente via Candlelight Records UK.

A reportagem conversou com o líder Keith Fay para saber como está a expectativa dos músicos para conhecer os seus obcecados fãs brasileiros, a repercussão do novo álbum, além de revelações sobre o backstage da banda.

por Costábile Salzano Jr

“Blood on the Black Robe” revela uma notável mudança na sonoridade do Cruachan. O que você tem a declarar sobre este novo trabalho?

Keith Fay: Há várias razões para isso. Nós sempre quisemos retornar a um estilo mais pesado e isso aconteceu com o passar dos anos. Em "The Morrigans Call", você definitivamente pode ouvir o nosso lado mais extremo de volta. Nós também nos sentimos responsáveis pela tendência do Folk Metal. Hoje encontramos bandas piadistas, cantando e bebendo ou merdas desse tipo. Quando nós começamos nos idos anos de 1992, nós éramos uma banda série e assim continuamos. A música Folk não é sempre divertida e animada, na música folclórica real - a música folclórica irlandesa especialmente há tanta tristeza, tanta dor, queríamos trazer isso em nossa música e mostrar às pessoas a música popular real e, por sua vez, folk metal real! Quando Karen deixou foi o último passo que precisávamos para retornarmos totalmente ao nosso som mais pesado, sendo os vocais agressivos na vanguarda!

O que te inspira a compor. Você precisa de algum estado de espírito para começar seu processo de criação?

Eu me inspiro com qualquer coisa. Na verdade, não preciso estar em um modo especial, mas eu definitivamente preciso estar focado no que estou fazendo e assim por diante.

Quais músicas deste novo trabalho que mais te agrada? O atual feedback dos fãs é o que realmente determina este trabalho com o melhor da sua carreira?

As respostas a todas as canções tem sido muito forte. Os fãs estão gostando da nossa nova obra como um todo o que é ótimo e realmente mostra o foco que colocamos no CD. Pessoalmente, estou muito feliz com "The Nine Year War".

Há algumas composições deste novo álbum que foram compostas pensando na performance ao vivo?

Sim, nós tentaremos tocar o máximo de músicas novas ao vivo em virtude dos festivais de verão aqui na Europa. A principio, iremos tocar "I am Warrior", "Blood on the Black Robe", "Thy Kingdom Gone", "Pagan Hate" and "Primeval Odium".

Um tipo de vírus do Folk Metal está se alastrando pelo Mundo. Todos os dias surgem novas bandas englobando elementos folclóricos com o Metal sem contar Korpiklaani, Finntroll, Eluveitie, Týr e outros nomes. De alguma forma este vírus chegou a promover o Cruachan?

Bem, nós e o Skyclad somos criadores deste vírus. Eu acredito que tivemos ganhos em popularidade. Infelizmente ficamos em turnê por longos meses como muitas das bandas que você mencionou, mas nós tentamos sair tão freqüentemente quando podemos.

O que significa o paganismo para você?

O Paganismo sempre foi algo bastante particular para mim. Minhas crenças podem ser um tanto diferente para os outros, mas ainda muito relevante.

Como precursores de um estilo musical, o que faz da música do Cruachan especial?

Nós somos completamente diferentes das outras bandas que se intitulam Folk Metal e que apareceram do nada nos últimos 10 anos. Sem contar que nós estávamos aqui antes de todos eles. O mais interessante é que nossa música ainda é atual, diferente e assim será no futuro!

Qual foi a melhor platéia do Cruachan até o momento?

Eu não sei. Essa pergunta é um tanto provocativa! (risos)

Qual foi a coisa mais curiosa ou engraçada que já aconteceu em um show ou no backstage?

Oh! Por onde eu devo começar? (risos) Ok, Uma vez, em um trem noturno na Rússia, de São Petersburgo para Moscou estávamos muito bêbados e fazendo muito barulho, nós não pensamos assim, mas isso não importa. Um dos seguranças do vagão chamou a polícia para parar o trem na estação seguinte. Então, nós estávamos bebendo na nossa cabine e a nossa porta foi arrombada por dois policiais com fuzis de assalto apontando para nós! Eu quase morri de susto. A nossa descrença fora o tour manager explicando que o proprietário da empresa de turismo é de algum tipo grande mafioso em Moscou e depois os policiais pedirem desculpas para nós. Enquanto tudo isso estava acontecendo, o motor do trem foi roubado por bandidos russos! Tudo isso é verdade, tivemos que esperar por duas horas para um novo motor para seguir viagem. Insano, não? (risos)

Você tem algum tipo de ritual antes de entrar no palco?

Acredito que o nosso ritual deve ser colocarmos os nossos trajes de show (risos). É sempre um pesadelo nos prepararmos em camarins apertados e arrumarmos espaço para nos preparamos em meio aos caos de instrumentos, tour manager, promotores, fãs.



O que você pensa sobre a aumento do Pagan/Folk Metal na América do Sul?

Isso é fantástico!!! Eu vi isso acontecer desde a década de 90. Sempre recebemos e-mails de fãs da América do Sul e será um enorme prazer tocar para nossos seguidores!

O que o público pode esperar desta primeira apresentação do Cruachan no Brasil?

Esperemos ter uma experiência incrível. Adoramos tocar ao vivo, especialmente quando a multidão está animada para uma boa festa. Eu só ouvi elogios do público brasileiro e esperamos conhecer essa famosa insanidade.

Qual é a principal impressão que você realmente espera dos shows no Brasil?

Eu realmente quero mostrar aos nossos fãs o quanto nós adoramos eles. Eu espero encontar e conversar com todos. Esta é a parte mais legal de qualquer show.

Quais são os seus planos para 2011?
Esperamos ter nosso novo álbum composto por inteiro e em 2012 já entrar em estúdio. Queremos fazer o máximo de shows este ano e acredito que teremos o ano mais ocupado dos últimos anos em nossa carreira o que será excelente é claro!

Muito obrigado pela atenção e pela chance de conversar contigo. Sinta-se a vontade para deixar uma mensagem aos fãs do Brasil.

Eu que agradeço pelo espaço e um grande abraço aos nossos fãs brasileiros. Espero que realmente vocês gostem do nosso show e estamos ansiosos para encontrar vocês. Pode esperar o nosso melhor!

Serviço Curitiba
Data: 11/10/2011
Local: Blood Rock Bar
Endereço: Rua Carlos Cavalcanti, 1212 - São Francisco
Ingressos: 1°lote: R$ 35,00
Pontos de venda: Dr Rock, Let’s Rock, Túnel do Rock, Ritos e Mitos, Alameda do Rock
Venda Online: www.diskingressos.com.br
Informações: (41) 3315-0808

Serviço São Paulo
Data: 12/10/2011
Local: Blackmore Rock Bar
Endereço: Alameda dos Maracatins, 1.317, Moema.
Hora: 19h
Ingessos:
1°lote: R$ 60,00 | 2°lote: R$ 70,00 | Na porta: R$ 80,00
Galeria do Rock
LadySnake: 1° e 2° andar, lojas 213 e 373 - (11) 3333.6931 e 3361.7705
Rockland: 1º andar, sala 262 - (11) 3362.2606
Venda Online: http://darkdimensions.webstorelw.com.br.



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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Entrevista - Finntroll / Interview - Finntroll

No dia 08 de maio pela primeira vez no Brasil, a banda finlandesa Finntroll, desembarca para uma histórica apresentação.
Para obtermos mais detalhes sobre essa passagem pelo Brasil, Stephany Palos falou com Mikael Karlbom (Routa) guitarrista da banda. Confiram!

Por: Stephany Palos
Tradução: Regina Toma

Olá, Trolls! Espero que vocês estejam tão animados com sua vinda ao Brasil, como nós estamos!

Sim, estamos. Parece que estivemos esperando por anos para ir para a América do Sul!

1. Finntroll foi classificado como Death Folk Metal, Humppa Folk Metal, e a última que eu ouvi foi Advanced Trollish Metal. Como vocês se classificam e por quê?

Simplesmente Finntroll. Por quê? Ora, nossa música não é assim tão simples – hehe. É Black Metal, é Death Metal, às vezes é como uma trilha sonora de um filme… Então, pessoalmente, não posso dizer que somos uma banda de um único estilo.

2. Existem vários estilos musicais na Finlândia. Por que vocês escolheram a Humppa?

Não é bem Humppa. Por algum motivo os alemães nos chamam de Humppa Metal, mas, se parar para pensar, é somente Punk!

3. Qual a origem do nome da banda?

Na verdade o nome vem de um conto antigo, quando os primeiros cristãos vieram para a Finlândia para converter os nativos ao Cristianismo. Mas os nativos não gostaram e expulsaram ou assassinaram os missionários, que começaram a chamar esses nativos que viviam nas florestas da Finlândia de Finntrolls, ou seja, Trolls finlandeses.

4. Por que Trolls ao invés de outras criaturas mitológicas?

Bom, acho que a resposta anterior responde essa pergunta também – hehe.

5. Em qual situação você se comporta ou se comportaria como um Troll de verdade?

No palco somos Finntrolls. (risos)

6. Se não fossem Trolls, como qual criatura cada um de vocês se imaginaria?

Unicórnios. (risos)

7. Qual a maior influência da banda?

Nós gostamos de praticamente todos os tipos de música, já que todos nós ouvimos de música eletrônica à música clássica e Metal, então acho que a influência vem de tudo. Nunca fomos uma banda que tenta parecer com qualquer outra banda. Quando se está criando um material novo nunca dá para saber se a inspiração vem do último sucesso das rádios ou por ter escutado a trilha sonora de um filme, etc.

8. Qual o lugar mais estranho onde vocês tocaram?

Hmm, poderia ser um encontro de motos em Taman, na Rússia. Foi muito estranho, todos aqueles motociclistas vendo nosso show, sentados em suas motos (risos).

9. Qual o melhor público que já tiveram?

Merda, existem vários. Fico com o público mexicano, eles sempre são muito loucos… Vamos ver como será na América do Sul (risos).

10. Se vocês mesmos dirigissem um vídeo, qual música escolheriam e por quê?

Na verdade, nós fazemos isso – hehe. Eu escolheria “Mot Skuggornas Värld”… Poderíamos fazer um vídeo bem maligno dessa música. (risos)

11. Como você convence as pessoas a irem a um show da Finntroll?

Será uma experiência única na vida! E que certamente não dá para perder.

12. Quando você se deu conta de que a Finntroll estava no caminho certo?

Acho que ainda não temos certeza se estamos no caminho certo. A gente simplesmente faz o que quer e vê como as coisas saem.

13. Qual a coisa mais curiosa ou engraçada que já ocorreu em um show ou no backstage?

Acho que uma das coisas mais estranhas foi quando tocamos em um festival na República Tcheca e no telão próximo ao palco as pessoas estavam assistindo hóquei, sem dar a mínima para o nosso show. (risos)

14. Qual banda você convidaria para participar de um álbum da Finntroll?

Prodigy… ou Garmana… ou… quantas eu posso escolher? (risos)

15. Você gosta de alguma banda brasileira?

Bom, tem uma das minhas favoritas, Sepultura e a banda mexicana Brujeria.

16. Vocês têm algum “ritual” antes de entrar no palco?

Não, nunca damos abraços grupais, se é que você me entende. (risos)

17. O que você acha do crescimento do Pagan Metal e do Folk Metal na América?

Vamos ver quanto tempo isso dura… Pelo menos ainda não ouvi nenhuma banda americana tocando Folk ou Pagan Metal.

18. Qual sua expectativa em relação aos shows no Brasil?

Platéia incrível e um show insanamente muito bom!

19. Qual a maior impressão que vocês desejam causar nos shows aqui no Brasil?

Vamos mostrar aos brasileiros que somos algo a ser levado à sério! (risos)

20. Deixe uma mensagem ao público brasileiro.

Venham nos ver, vamos fazer com que o show seja algo inesquecível!

Links:

http://www.finntroll.net/


Por Stephany Palos - http://heavyolution-metal.blogspot.com/


In english

By Stephany Palos
Translation: Regina Toma

Hey Trolls! I hope that you are so excited with your visit, as we are!

Hell yeah, we are. Feel like we’ve been waiting for ages to get to South America!

1.Finntroll was classified as Death Folk Metal, Humppa Folk Metal, and the last one that I heard was Advanced Trollish Metal. How do you classify yourselves and why?

Just simply Finntroll. Why? Come on, our music isn’t really that simple, hehe. It’s black metal, it’s death metal, once in awhile it’s like movie soundtrack and what not…So I personally really can’t say that we’re just a band with one stylr.

2.There are so many music styles in Finland. Why did you choose Humppa?

It’s not really Humppa, for some reason german people call us humppa metal, but if you think of it, it’s quite pure punk!

3.What´s the origin of the band´s name?

Actually name comes from this old tale, where first Christians came to Finland in order to convert natives to Christianity. But natives really didn’t felt like being Christians and they drove the missionaries away or killed them and they started to call these Finnish natives living in forests as Finntroll’s, being Finnish troll.

4.Why Trolls, instead of other mythological creatures?

Well, I guess the answer above answers this one as well, hehe.

5. In which situation you acted or would act like a real Troll?

On stage we’re Finntrolls.

6. If not trolls. as which creature would each of you picture yourselves?

Unicorns.

7.What´s the band main influence?

We are pretty much fine with all kinds of music, as all of us listen music from electronic music to classical and to metal, so I guess influences comes all around. We have never been a band that tries to sound like some other band. So you never know when doing a new material if you get inspired by the latest pop track form radio or by listening to soundtrack of movie or such.

8.Where was the weirdest place that you have ever played?

Hmm, could be the Russian biker-festival in Taman. That was pretty fucking weird. All these bikers watching our show by sitting on their bikes, hehe.

9.Which is the best audience, you have ever had?

Shit, there’s so many of them. I might go with Mexican crowd, they have always been pretty fucking insane….let’s see what South America offers us, hehe.

10. If you directed a music video yourselves, which song would you pick and why?

Actually we usually do that, hehe. I’d go with Mot Skuggornas Värld…We could do pretty fucking evil video out of it.

11.How do you convince people to go to a Finntroll concert?

It’s gonna be once in a lifetime experience! And surely not to be missed.

12.When did you realise that Finntroll was in the right way?

I guess we’re still not sure if we’re in the right way. We just do what we want and see how things turns out.

13.What´s the most curious or funny thing that happened in a gig or backstage?

I guess one of the weirdest things was when we played in some festival in checz rep. and on the big screen next to a stage people were actually watching Ice hockey and not giving a fuck about our show.

14.Which band would you invite to participate in a Finntroll CD?

Prodigy….or Garmarna….or how many I can choose?

15.Do you like any brazilian band?

Well there’s always one of my favorite, Sepultura.

16.Do you have any "ritual" before entering on the stage?

Not really, we never got into group hugs if you know what I mean.

17.What do you thing about the increase of Pagan and Folk Metal in America?

Let’s just see how long it lasts…at least I haven’t heard any American band that would play Pagan or Folk metal yet.

18.What do you expect about the brazilian gig?

Awesome crowd and really insanely good show!

19.What is the main impression that you want to show here in Brazil?

We gonna show all Brazilians that we’re something to take serious about!

20.Send a mesage to the brazilian crowd!

Come and see us, let’s make that show something not to forget ever!

Links:

http://www.finntroll.net/


By Stephany Palos - http://heavyolution-metal.blogspot.com/

sábado, 19 de março de 2011

Entrevista Sacrário - Metal Army Agency‏

Com 20 anos de existência, a banda Justificargaúcha SACRÁRIO, está a todo vapor, divulgando seu mais novo trabalho “Stigma of Delusion”, lançado em 2010 pela Voice Music. A banda, como quase todas do nosso gigante underground, teve algumas dificuldades e nesse bate papo fala sobre isso, um pouco da sua história e o reaparecimento da banda, em 2007. Vamos as respostas do vocalista/guitarrista Fábbio Webber.

Por: Carlos Schimdt

Para começar - SACRÁRIO: Lugar onde se guarda o Corpo de Cristo depois da celebração da Eucaristia, para que se possa levar aos doentes quando seja necessário, e para que todos possam rezar diante dele. Poderia explicar um pouco do que está por trás deste nome.

Bom, logo no início de suas atividades, o SACRÁRIO ensaiava no porão de uma igreja. E o estúdio era localizado logo abaixo do altar, próximo ao SACRÁRIO. Como era um nome diferente e original, um antigo membro do grupo o sugeriu , então como todos aprovaram, a banda adotou o nome.

Quase 20 anos. É uma longa estrada. Poderia nos contar resumidamente como foram estes anos.

Na verdade, estivemos parados durante 8 anos, então temos praticamente 12 anos de atividades e quase 20 de existência...Mas como toda banda de metal, tivemos de enfrentar todo tipo de dificuldades, altos e baixos. Adquirimos experiência, muitos fãs, fizemos muitos shows e aprendemos muito durante todos estes anos. Tanto que sempre acreditamos na nossa música, por mais que a situação estivesse difícil, nunca desistimos, pois somos fãs de nós mesmos. Agora estamos mais experientes, confiantes e mais maduros.

Como você vê o metal hoje em dia, em vista do vivenciado em tempos idos.

Atualmente há uma quantidade enorme de bandas, há mais subdivisões dentro do metal, e há a internet , que é um dos principais meios de acesso às bandas, mas por outro lado, o metal perdeu, e muito, a sua essência. A música está muito mecanizada, sem alma, pois com a internet e toda a tecnologia que temos hoje, qualquer pessoa sem a mínima noção musical grava um álbum, por esta razão temos esta enxurrada de bandas que muitas vezes nem metal o são, tentando modernizar e fundir estilos bizarros sem a mínima noção do que fazem, se repetindo a cada momento. Apesar disso há boas bandas novas surgindo. Mas, infelizmente não se faz mais metal como antigamente, com “aquele” feeling, com aquela “atmosfera”. Hoje temos o que chamamos de “robotic metal”.

Eutanásia ou boa morte, é um tema abordado no último álbum. Particularmente, tenho um posicionamento totalmente a favor que ela ocorra. Gostaria que expressasse seu ponto de vista sobre o assunto.

Ninguém tem o direito de tirar a vida de quem quer que seja, independente de quaisquer circunstâncias, mas por outro lado não vejo motivo para um ser humano ficar vegetando e sofrendo durante meses ou anos sobrevivendo apenas através de aparelhos, então penso em favor da eutanásia.

O release da banda informa que houve problemas antes do lançamento do primeiro álbum o que levou um hiato de 7 anos, a volta e o lançamento do mesmo. Como foi este período, do fim ao recomeço?

Durante o tempo em que estivemos parados, nunca deixamos de nos falar, muito pelo contrário, sempre estivemos em contato, conversando muito e falando no retorno da banda, e quando tivéssemos os membros certos retornaríamos. E foi exatamente o que aconteceu.

Em relação ao primeiro disco da banda, ele originalmente deveria ter sido lançado na década de 90. Mas acabou sendo lançado em 2007. Corrija-me se estou equivocado. O material existente neste primeiro full-lenght é o original da década 90, ou foi regravado e , digamos, atualizado para a visão musical da banda atual?

Nós não modificamos nem alteramos em nada a gravação do álbum, ele está 100% exatamente como gravamos na década de 90. Pensamos muito a respeito disso e concluímos que o melhor seria não mexer em nada. Não quisemos correr o risco de tirar a essência das músicas e toda a atmosfera delas, além de que iríamos gastar muito dinheiro, que poderia ser investido num novo álbum, então resolvemos manter toda a originalidade da gravação.

Nos últimos anos, tanto a nível de Brasil, como mundial, percebe-se uma ciclo favorável ao Thrash Metal, com várias bandas surgindo e uma atenção favorável. E é claro, o teatro armado pelo “Big Four”. Qual a visão da banda sendo já uma veterana com seus quase 20 anos de estrada?

É ótimo ver isto acontecer, já que o estilo Thrash é o que mais admiramos e gostamos e todas estas bandas das antigas, da fase de ouro do metal, na ativa e tantas outras retornando, mas que isso seja pela paixão pela música, não pelo dinheiro, porque Metal de verdade se faz com feeling, com o coração, aí sim somos totalmente favoráveis à cena.

Em abril, a banda fará uma tour na Argentina. Quais as expectativas para esta tour? E a primeira aventura fora da ‘Terra Brasilis’ ou já houve outras experiências neste sentido? E a gravadora tem apoiado?

Nossas expectativas são grandes e as melhores possíveis, estamos muito ansiosos com estes shows fora do Brasil, até porque será a primeira vez que o SACRÁRIO tocará fora do país, então esperamos o melhor para a banda, que nossa música seja mais reconhecida . Faremos o máximo para que estes shows soem o melhor possível e atinja o maior número possível de pessoas para que todos apreciem nosso trabalho e o metal feito no Brasil.

Tenho visto que o disco tem aparecido na mídia especializada. Como tem sido a recepção deste novo disco?

Até agora em todos os lugares onde alguma resenha do novo álbum foi feita só há críticas positivas, a aceitação tem sido ótima, e para ser sincero não esperávamos tanto. São inúmeros elogios a banda desde a arte da capa e tudo o mais. E isto se deve ao nosso esforço e a nossa dedicação à música que fazemos, por isso estamos muito contentes e satisfeitos.

É perceptível em suas letras temas ligados a religião. O que você pensa sobre esta indústria espiritual que parece cada vez aumentar sua popularidade?

Infelizmente com todo o desenvolvimento, nível tecnológico e cultural que temos no mundo hoje, não entendemos como ainda existem pessoas ingênuas neste planeta. Como existem pessoas que acreditam no absurdo. Não conseguimos compreender isto. Como, por exemplo, “pagar para se ter um lugar mais próximo de Deus no céu“. Todos estes pilantras se aproveitando da ingenuidade e da humildade de muitas pessoas, tirando (roubando) dinheiro de quem não tem.

Fonte: Metal Army Agency

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Entrevista - Christian “Chrigel” Glanzmann - Eluveitie (In english below)

Recentemente a banda Eluveitie confirmou 3 apresentações no país, nas cidades de Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Para sabermos mais detalhes procuramos falar com Christian "Chrigel" Glanzmann (Vocals, Acoustic Guitar, Mandolin, Uilleann Pipes, Bodhràn, Tin and Low Whistles, Gaita). Confiram!!!
Por Edson F. Melo
Tradução: Regina Toma


Olá, Chrigel, tudo bem com você? Antes de iniciarmos a entrevista, gostaria de agradecer pelo tempo cedido à Heavy’Olution Metal. Muito obrigado.

Chrigel: Obrigado, estou bem! Um pouco cansado, porém. Nós temos trabalhado muito nos últimos meses e após estar em turnê com o nosso mais recente álbum por quase um ano (há duas semanas terminamos o ciclo de turnês do ano passado), estamos contentes por descansar um pouco agora e temos uma pausa por mais duas semanas, antes de rumar para o Brasil e começar a próxima turnê que percorrerá a América do Sul, EUA e Canadá. Mas estamos muito motivados e não vemos a hora para finalmente tocar para nossos fãs brasileiros!

01 - Christian, para apresentarmos a banda aos leitores que ainda não a conhecem, conte-nos quando e como surgiu a Eluveitie.

Chrigel: Eu fundei a banda no final de 2002. Foi basicamente a realização de um sonho de longos anos, eu queria realmente de coração combinar os dois tipos de música que mais gosto: música tradicional celta e death metal melódico. Originalmente (durante o primeiro lançamento), foi mais algo como um projeto de estúdio. Depois disso, formamos uma banda “de verdade” e começamos a tocar ao vivo – e desde então estamos fazendo o que estamos fazendo até hoje: tocando em várias apresentações ao vivo, fazendo muitas turnês, lançando muitos álbuns ótimos, e assim por diante. ;) Se quiserem obter mais detalhes sobre estes oito anos da longa história, acessem www.eluveitie.ch ou www.myspace.com/eluveitie!!!

02 - Eluveitie, como você já explicou em uma entrevista, significa “Helvécio”. Diga-me quando surgiu essa paixão por contos e histórias antigas.

Chrigel: Para ser honesto – eu realmente não consigo me lembrar com exatidão. Deve ter sido quando eu era um garotinho. A cultura gaulesa sempre fez parte da minha vida. Bem, de certa forma isso é meio natural, já que sou suíço e cresci na Suíça (Helvécia). Esta é a "nossa" cultura antiga, as nossas "raízes" e ela nos deixou um monte de “rastros” e heranças até hoje. Além disso, quando você vai à escola aqui, vai ouvir todas as histórias sobre os Helvécios, porque eles são parte da história do nosso país. Então... é algo natural.

03 - Quando o primeiro álbum “Spirit”, de 2006, foi lançado, você imaginava que a banda se tornaria um dos ícones do folk metal mundial?

Chrigel: Sim! (risos). Eu sei, isso parece uma pretensão de merda agora. Não quero dizer nesse sentido. Mas quando eu fundei a banda, já tinha como objetivo, desde o primeiro dia, ir o mais longe possível como banda e realmente trabalhar duro para isso. Bem, e é isso que temos feito até agora. Visto de fora, pode parecer uma "carreira íngreme" e algo que "simplesmente aconteceu", mas – Diabos! - acredite em mim, isso significou a porra de muito trabalho, dedicação, sacrifícios, suor, sangue e lágrimas. No entanto, desde o início, nossa meta era chegar o mais longe possível como uma banda de metal extremo (e estamos longe de ser feito até agora ;)) e, claro, os objetivos são muito mais difíceis de alcançar quando não se acredita neles. Então, sim, certamente sempre acreditamos que conseguiremos. :) E nesse sentido... sim, eu sempre acreditei que Eluveitie se tornaria algo parecido.

A razão pela qual nós sempre fomos tão ansiosos não é porque queríamos nos tornar "rock stars" ou algo estúpido assim, mas porque todos nós somos músicos puro-sangue de o corpo e a alma. Somos viciados em tocar/escrever músicas, isso é o que estamos fazendo, é o que queremos fazer, isso significa vida para nós. E estávamos cansados de nossos empregos formais e só podermos tocar paralelamente, como um hobby. Nós queríamos poder passar todo o nosso tempo fazendo música. É por isso que todos nós decidimos por essa estrada íngreme e estreita.

04 - O álbum “Evocation I - The Arcane Dominion” está bem diferente dos anteriores, vocês estavam procurando essa mudança ou foi um processo de evolução natural da banda?

Chrigel: Não, era uma espécie de decisão. Mesmo que nossa música se desenvolva muito naturalmente e sem intuição, "Evocation" é uma espécie de um projeto especial para nós. Durante anos, mantivemos a ideia de, uma vez, gravar algo puramente acústico. Era simplesmente algo que nos desafiava e animava, algo que realmente queríamos experimentar um dia. Bem, e em 2009 nós fizemos isso com a gravação de “Evocation I”.

05 - “Everything Remains As It Never Was” veio com mais peso que o seu predecessor, “Evocation...”; como foi o processo de composição e gravação desse grande trabalho?

Chrigel: Como mencionado anteriormente, "Evocation" é mais algo como um projeto. Nós somos uma banda de metal e sempre vamos ser, então “Everything Remains...” foi o “próximo passo” natural para nós. O processo de sua produção foi ótimo, obrigado! Foi muito trabalho e nós investimos muito do coração. Para nós, foi a primeira vez (mas não a última) em que gravamos com o nosso compatriota Tommy Vetterli (Coroner, Kreator). Olhando para trás, depois de ter trabalhado com ele, eu tenho que dizer que ele é um dos melhores engenheiros e produtores do metal mundial (e também um dos mais subestimados do mundo)! Além disso, trabalhar em conjunto com Coling Richardson (Slipknot, Machine Head, Sepultura, Trivium, Behemoth, etc) foi fantástico... ele é um gênio!

06 – Christian, no final de janeiro a Eluveitie estará no Brasil fazendo três apresentações, que há muito tempo estão sendo aguardadas por todos nós. O que você sabe sobre nós, os fãs brasileiros?

Chrigel: Tenho vergonha mas vou ter de assumir que eu realmente não sei muito sobre a cena metal brasileira. Nenhum de nós jamais foi para o Brasil. Então, nós não sabemos muito. Claro que conhecemos algumas bandas brasileiras e já tocamos com algumas (Sepultura, Soulfly).

Mas estamos bastante animados para finalmente conhecer os nossos fãs brasileiros e agitar a merda que vive dentro deles, e com certeza curtiremos pra caralho juntos!

07 - Algum dos integrantes já veio ao Brasil?

Chrigel: Como acabei de dizer... infelizmente não. Estamos felizes por isso acontecer agora! ;)

08 - Existe alguma surpresa para os fãs durante as apresentações?

Chrigel: (Risos) Acho que sim! ;) Como nunca tocamos aí antes, o nosso show inteiro será uma surpresa. Mas... uma surpresa não seria uma surpresa se eu revelasse muito agora. ;)

09 - Vocês já ansiavam por shows na América do Sul?

Chrigel: Porra, claro que sim! Apesar de estarmos com um pouco de medo do tempo - deve ser quente e úmido pra caralho (para o nosso gosto) (risos). Você deve saber, aqui estamos cobertos de neve agora, tendo um inverno muito frio com temperaturas de até -15°C, então provavelmente será meio chocante. :)

10 - Existe um set-list definido?

Chrigel: Mais ou menos, sim.

11 - Quais os planos para o futuro da Eluveitie?

Chrigel: Bom, depois da nossa turnê pela América Latina/EUA/Candá (até março) entraremos em estúdio prara gravar algo que não vou revelar agora (será uma surpresa). ;) Logo depois disso estaremos ocupados durante o verão, tocando em muitos festivais e shows ao ar livre em todo o mundo. No outono vamos estar em turnê novamente. E depois nós vamos entrar em estúdio novamente para gravar o próximo álbum. E então o ano vai acabar. Então você vê, não será entediante. ;)

12 - Um recado aos fãs sul-americanos e brasileiros.

Chrigel: Tudo o que posso dizer é - Muito obrigado! Obrigado por esta entrevista, obrigado pelo interesse em nossa banda. E acreditem – temos esperado muito tocar no Brasil, tanto quanto vocês estão em nos ver! Então sim, nós estamos animados e ansiosos! Vejo vocês em nossos shows! Felicidades!

Chrigel, gostaria de agradecer mais uma vez pela entrevista e pelo tempo cedido a Heavy’Olution Metal. Muito obrigado, boa sorte, que os bons ventos os guiem e sejam bem vindos ao Brasil.

Chrigel: Obrigado!

Discografia

Vên Demo (2003)
Vên EP (2004)
Spirit (2006)
Slania (2008)
Live At Metalcamp (2008) (Live album)
Omnos (2009) (Single)
Evocation I - The Arcane Dominion (2009)
Slania/Evocation 1 - The Arcane Metal Hammer-Edition (2009) (Best of/Compilation)
Thousandfold (2010) (Single)
Everything Remains as It Never Was (2010)

Links:

http://www.eluveitie.ch/
http://www.myspace.com/eluveitie
http://www.youtube.com/user/eluveitieofficial
http://www.facebook.com/eluveitie



Edson F. Melo
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Interview - Christian “Chrigel” Glanzmann - Eluveitie

Eluveitie recently confirmed 3 concerts in Brazil, in the following cities: Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) and Curitiba (PR). In order to know more details about it we talked to Christian “Chrigel” Glanzmann (Vocals, Acoustic Guitar, Mandolin, Uilleann Pipes, Bodhrán, Tin and Low Whistles, Gaita). Check it out!!!
By Edson F. Melo
Translation: Regina Toma



Hello, how are you? First of all, I’d like to thank you for giving this interview to Heavy’Olution Metal.

Chrigel: Thank you, I'm fine! A bit tired though. We've been working a lot the last few months and after being on tour with our recent album for almost one year (we just finished last years touring cycle two weeks ago), we're glad to get some rest now and have a break for two more weeks, before we head off to Brazil to start our next touring run through South America, USA and Canada. But we're motivated a lot and we can't wait to finally play for our Brazilian fans!

01 – To introduce the band to the readers who don’t know it yet, tell us when and how the band was formed.

Chrigel: I founded the band in late 2002. It was basically the realisation of the long-yeared dream I bore within my heart to really combine the two kinds of music, that I love most: Traditional Celtic folk music and melodic death metal. Originally (during the first release) it was more something like a studio project. After that we formed a "real" band out of it and started to play live shows - and since then we're doing, what we're still doing today: Playing lots of live shows, being on tour a lot, releasing lots of great albums and so on. ;) If you wanna get more details of this eight years long story, you can check our we presence at eluveitie.ch or myspace.com/eluveitie!

02 – Eluveitie, as you have already explained in an interview, means “The Helvetian”. When did this passion for ancient History and tales emerge?

Chrigel: To be honest - I really can't remember exactly. I must have been, when I was a little boy. The gaulish culture was a part of my life forever. Well, in a way this is kinda natural, since I'm Swiss and I grew up in Switzerland (Helvetia). This is "our" ancient culture, our "roots" and it left lots of "footprints" and heritages even until today. Also, when you go to school here, you'll hear all the stories about the Helvetians already there, because they're part of our country's history. So... it's kinda natural.

03 – When the first album “Spirit”, from 2006, was released did you expect that the band would become one of the icons of the world-wide Folk Metal?

Chrigel: Yes! Haha, I know, this sounds big-headed as shit now. I don't mean it in that sense. But when I founded the band, it was a goal from day 1 to get as far as possible as a band and to really work hard for that. Well, and this is what we have done so far. Seen from outside, it might look like a "steep career" and something that "just happened", but hell, believe me, it meant fucking lots of work and deditcation and sacrifices and sweat & blood & tears. However, from the beginning it was our goal to get as far as possible as an extreme metal band (and we're far from done by now! ;)) and of course, goals are much harder to reach, when you don't believe in them. So yeah, of course we always believed that we'll make it. :) And in that sense - yes, I always thought that Eluveitie would become something like that.

The reason why we were always that eager is not because we wanted to become "rock stars" or something stupid like that, but because we're all full-blooded musicians with body and soul . We're addicted to playing/writing music, this is what we're doing, it's what we wanna do, it means life to us. And we were sick of having our own regular jobs and only being able to play music alongside as a hobby. We wanted to become able to spend all our lives time on playing music. This is why we all decided for that steep and narrow road.

04 – The album “Evocation I – The Arcane Dominion” is very different from the previous ones, were you looking for this change or was a natural development for the band?

Chrigel: No, it was kind of a decision. Even if our music always develops very naturally and out of intuition, "Evocation" is kind of a special project to us. We had the idea of once recording something purely acoustic for years. It was simply something that challended and excited us, something that we really wanted to try out one day. Well, and in 2009 we did it with recording "Evocation I".

05 – “Everything Remains As It Never Was” came up heavier than its predecessor, “Evocation...”; how was the process to compose and record this great work?

Chrigel: As mentioned above ,"Evocation" is more something like a project to us. We're a metal band and we'll always be and so "Everything remains..." was the natural "next step" for us. The process of it's production went great, thanks! It was a lot of work and we invested a lot of heartsblood. For us it was the first (but not the last) time to record with our fellow contryman Tommy Vetterli (Coroner, Kreator). Looking back, after having worked with him, I have to say that he's one of the worlds best (and also one of the worlds most underestimated) engineers and producers of the metal scene! Also working together with Coling Richardson (Slipknot, Machine Head, Sepultura, Trivium, Behemoth, ect) was fantastic - he's a genius!

06 – Eluveitie will be in Brazil for three concerts at the end of January, and we have been waiting for these concerts for a long time. What do you know about us, the Brazilian fans?

Chrigel: I'm ashamed I'll have to admit that I actually don't know too much about the Brazilian metal scene. None of us has ever been to Brazil before. So, we don't know too much. Of course we know some Brazilian bands and we've even played with some (Sepultura, Soulfly).

But we're totally excited to finally meet our fans over there and rock the living shit out of them and we're sure that we'll have a hell of a time all together!

07 – Has any of the band’s member already come to Brazil?

Chrigel: As just mentioned - unfortunately not. We're glad this is chaning now! ;)

08 – Is there any surprise for the fans in your concerts?

Chrigel: Haha, I guess so! ;) Since we never played there before, our whole show will be one. But... a surprise wouldn't be a surprise if I'd reveal too much now. ;)

09 – Have you been eager to tour in South America?

Chrigel: Hell yeah, of course! Even though we're a bit afraid of the weather - I must be hot and humid as hell (for our taste), haha. You must know, here we're covered in snow right now, having quite a cold winter with temperatures down to -15°C (5°F), so it will probably be a bit of a shock. :)

10 – Is there a difinite setlist?

Chrigel: More or less, yes.

11 – What are the plans for Eluveitie’s future?

Chrigel: Well, after our tour through South America/USA/Canada tour (until march) we'll enter the studio again to record something I won't reveal now (will be a surprise). ;) Right after that we'll be busy during summer with playing many festivals and open airs all over the world. In autumn we'll be on tour again. And after that we'll enter the studio again to record our next album. And then the year will be over. So you see, we won't be bored. ;)

12 – Please, leave a message for South American and Brazilian fans.

Chrigel: All I can say is - thank you! Thanks for this interview, thanks for the interest in our band. And believe us - we have been waiting to play in Brazil as much as you were to have us there! So yeah, we're excited and looking forward! See you all at our shows! Cheers!

I’d like to thank you once more for your time and for this interview to Heavy’Olution Metal. Thank you so much, good luck, may the good winds blow your way and welcome to Brazil.

Chrigel: Thank you

Discography

Vên Demo (2003)
Vên EP (2004)
Spirit (2006)
Slania (2008)
Live At Metalcamp (2008) (Live album)
Omnos (2009) (Single)
Evocation I - The Arcane Dominion (2009)
Slania/Evocation 1 - The Arcane Metal Hammer-Edition (2009) (Best of/Compilation)
Thousandfold (2010) (Single)
Everything Remains as It Never Was (2010)

Links:

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Por Edson F. Melo
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Entrevista - Mario Pastore

Recentemente a Pastore lançou "The Price Of The Human Sins" e para sabermos mais sobre este trabalho conversei com Mario Pastore (vocal), confiram!
Fotos: Divulgação da banda

Bom dia Mario, antes de começarmos, gostaria de agradecer pela entrevista, pelo tempo cedido à Heavy’Olution Metal.

01 - Mário recentemente sua banda Pastore lançou um dos trabalhos mais brilhantes e notáveis do metal nacional, o álbum “The Price Of The Human Sins” e como sei que você já tem toda uma história, todo um caminho já trilhado dentro do cenário metálico. Diga-me quando e como você descobriu a música na sua vida?

Pastore - Nossa que demais você classificar meu CD solo dessa forma!!! A música entrou na minha vida aos 5 anos, graças ao meu pai e minha mãe. Eu comecei imitando o Elvis Presley que foi uma grande influência para mim.

02 - Você foi o frontman de inúmeras bandas nacionais como Tailgunners, Acid Storm, Delpht, Revenge, Sacred Sinner e Social Fears, inclusive tendo cantado ao lado do guitarrista Roland Grapow (Masterplan, MVP, Helloween, Locomotive Breath, Kotipelto, Rampage). De todos estes trabalhos e experiências houve algum que mais influenciou na composição do álbum “The Price Of The Human Sins”?

Pastore - Fiz parte junto com o Mario Linhares e o Renato Tribuzy do show tributo ao Helloween e tive o prazer de cantar “Eagle Fly Free” ao lado do Grapow, foi fantástico. Eu acredito que todos os anos dedicados ao metal me influenciaram no processo de compor esse álbum. E o Gazal tem o mesmo gosto que eu, então a química foi perfeita.

03 - E como foi o processo de composição e gravação deste álbum? Houve alguma dificuldade neste processo todo?

Pastore - (risos)Teve muitas dificuldades. Eu comecei a compor com o Alexandre Botaro (ex Sacred Sinner) que é um excelente guitarrista e uma boa pessoa, mas ele tinha outras prioridades, então o tirei do Pastore.
Estávamos gravando no estúdio dele, passamos a gravar no estúdio do Fabio Buitvidas. Na mesma época o Ravache resolveu deixar a banda, ele havia gravado o baixo. Ele fez um ótimo trabalho mas o som do baixo estava diferente demais de uma música para outra então o Gazal e um amigo dele regravaram o baixo. A mixagem também não estava nos agradando, então levamos para o Pompeu e para o Heros. Eles mataram a pau!!! Isso tudo levou 3 anos. (risos)

04 - Mario quais suas maiores influências?

Pastore -Dentro do metal são Bruce Dickinson, Rob Halford, Geoff Tate, Dio, Michael Kiske, Glen Hughes, Tom Malicoat (Lethal)
Fora do metal gosto do Mario Lanza, Jonhy Mattis, Stevie Wonder, Michael Jackson entre outros grandes cantores.

05 - Sobre a faixa “Horizons”, ela está repleta de energia e sentimento, o que você pode nos contar sobre essa música e letra?

Pastore - Essa música começou a tomar forma na época do Botaro na banda,estávamos compondo e eu sugeri que a base tivesse uma levada folk. O Botaro iniciou a linha de dedilhado e eu em poucos minutos já compus a melodia. Depois o Gazal acrescentou peso, solos e compôs a letra.
A letra fala sobre você nunca perder a esperança na vida, por isso ela passa esse sentimento. Já lutei muito pela minha carreira e pela minha vida então esse sentimento passei para a música.

06 - Fui informado que durante o 5º Nightfall em Ijuí-RS, após o show com a Soulspell, vocês estavam em uma pizzaria e havia alguns fãs por ali e um deles se aproximou elogiando seu álbum “The Price For The Human Sins”, “Mario, seu álbum ta foda”. E como esse trabalho é algo que você sempre almejou, como você se sentiu ao ouvir isso?

Pastore - Sim isso aconteceu mesmo. Esse álbum tem nos trazido muita felicidade, eu o Gazal e o Fábio estamos muito satisfeitos com esse CD e estamos prontos para mais. Vamos trabalhar com mais afinco e agora temos um novo baixista que se chama Alexis, ele toca muito e está muito feliz em trabalhar conosco.

07 - Existem planos ou datas para uma tour?

Pastore - Existem planos mas para o ano que vem. No momento o Fábio está na Europa em com o Shadowside e eu estou ocupado com a turnê do Soulspell até Dezembro.

08 - Mario eu sei que você é conhecido por ser uma pessoa de palavra e falar sempre o que pensa doa a quem doer, sendo assim lhe pergunto. Como você vê a cena nacional? Em sua opinião o que precisa mudar para que as bandas que realmente merecem respeito, e sejam reconhecidas?


Pastore - É realmente eu sou assim, o que tiver que falar, falo mesmo (risos). Inicialmente tem que se mudar a cabeça do público que só ovaciona o gringo ou então as bandas que saem em capa de revista. Outro ponto são as panelas e a galerinha que vai em show pra ver o artista errar e não por ser fã. Além disso as pessoas que tem uma casa de show devem respeitar mais o artista brasileiro.

09 - Um álbum que mudou sua vida?

Pastore – Warning Queensryche.

10 - Um álbum que você gostaria de ter gravado?

Pastore - Piece of Mind Iron Maiden

11 - Qual foi o último álbum que você comprou?

Pastore - O novo do Agent Steel está matador!!!

12 - Além de vocalista e professor de canto, você também é lutador?

Pastore - Sim sou praticante de artes marciais desde criança. Hoje pratico Aikido com o grande Sensei Wagner Tome no Shobu Dojo e treino firme!!

13 - Sem entrosamento entre os músicos é impossível gravar um álbum, e recentemente tive a oportunidade de assistir a uma entrevista sua e do Raphael Gazal na UPTV, diga-me como surgiu essa amizade, essa irmandade entre vocês?

Pastore - O Gazal é um irmão pra mim. Ele foi meu aluno de técnica vocal e canta muito bem por sinal.Um dia ele foi chamado para entrar numa banda. Ele me mostrou uma música que fez,eu achei muito boa a composição dele.
Nesse momento perguntei pra ele: "Por que você não toca comigo no Pastore?"
Ele olhou pra mim e disse: “Você tá falando sério?”
Eu respondi: ”Claro!”.
O resultado disso é esse belo cd!!!(risos). O Gazal além de um grande amigo é meu sócio no Pastore. Tenho que ressaltar também o Fabio que fez um ótimo trabalho de batera e gravação.

14 - E sobre o exterior, existem planos para o lançamento de “The Price Of The Human Sins” em outros paises? E shows?

Pastore - Estou em contato com meu grande amigo Germán Pascoal do Narnia, e ele está tentando me ajudar na Europa e se o CD for lançado lá e bombar com certeza iremos fazer shows.

15 - Um recado aos fãs.

Pastore - Apoiem o metal nacional ! Hoje vocês são o público, amanhã poderão ser uma banda em busca de reconhecimento e carreira.

Mario gostaria de agradecer mais uma vez pelo tempo cedido a esta entrevista, muito obrigado, boa sorte e sucesso. Vida longa a banda Pastore.
´
Pastore -Grande Edson eu que agradeço a sua atenção. Obrigado pelo carinho e apreço ao nosso trabalho. Valeuuuu!!!

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Hibria - Entrevista com Iuri Sanson

O Rio Grande do Sul não vive só de chimarrão e churrasco, também vivem de Heavy Metal, prova disso é a banda Hibria, o orgulho do metal gaúcho, que saiu direto do sul do país para conquistar os palcos do mundo. Para saber um pouco mais das novidades da banda, Iuri Sanson vocalista da banda concedeu uma breve entrevista. Confiram!

Por Edson F. Melo

Antes de mais nada, gostaria de agradecer pelo tempo cedido a está entrevista, muito obrigado.

01 - O álbum “The Skull Collectors” ficou entre os 5 cds de metal mais vendidos no país em junho de 2009, e vocês ainda tocaram no maior festival de metal do Japão, o Loud Park 2009. Vocês já esperavam todo esse retorno, ou foi uma surpresa?

Primeiramente, obrigado pela oportunidade de entrar em contato com os leitores do. HEAVY'OLUTION METAL. A repercussão que tivemos sobre o nosso 2º álbum, The Skull Collectors, realmente foi muito boa e trabalhamos forte para que chegasse a esse ponto. Em Maio de 2009 fizemos uma Tour pela Ásia que passou pelo Japão (Tóquio e Osaka), Taipei (Taiwan), Hong Kong e Seul (Coréia do Sul)) onde tivemos um ótimo público que nos recepcionou muito bem e ainda tocamos de costa a costa no Canadá iniciando em Victória e terminando em Quebec. Com esta ótima repercussão, recebemos o convite da nossa gravadora para retornar e participar pela primeira vez do maior festival de metal japonês, o Loud Park. Em nosso site HIBRIA.COM colocamos um Tour report que mostra alguns destes grandes momentos que tivemos.

02 - Como foi o processo de composição e gravação de “The Skull Collectors”?

Na verdade, o processo foi o mesmo usado no nosso debut Defying the Rules, onde consideramos que a música só vai dar certo se imaginamos o público batendo cabeça na hora do show. Para as composições buscamos novas influências pois queríamos um álbum mais pesado, com ritmos e riffs muito marcantes. Também tentamos fazer com que o ouvinte se beneficiasse com cada segundo das músicas como se uma faixa valesse por duas. Colocamos estrofes marcantes e cada um que escutar poderá escolher qual o melhor refrão dentro uma faixa só.

03 - Sei que vocês estão em processo de composição do sucessor de “The Skull Collectors”, você pode nos adiantar algo sobre esse novo álbum?

Nesse momento, estamos nos concentrando em fazer um CD ainda mais pesado, e utilizando mais dinâmica e contraste nas músicas. A idéia é termos a mesma pegada e características dos álbuns anteriores, tendo em mente a participação do público no show, só que agora estamos adicionando mais peso nas guitarras e baixo, e velocidade na bateria.

04 - Durante os shows, qual ou quais músicas vocês obtêm um maior retorno por parte do público, uma maior interatividade com a banda?

Tentamos fazer com que o público participe 100% nos shows do HIBRIA e o que faz o nosso sangue bombar em cima do palco, é ver os headbangers batendo cabeça e cantando com a gente. Na real é uma troca de energia muito irada pois o que realmente gostamos de fazer é tocar. Temos músicas que preparamos especialmente para isso como “The Anger Inside”, “Living Under Ice”, “Millennium Quest”, “Steel Lord on Wheels”, “The Skull Collectors” entre outras. Queremos ver as pessoas suadas e cansadas depois do show do HIBRIA. Se isto acontecer há uma grande probabilidade do público ter gostado do show.

05 - Como surgiu o convite para a abertura do show do Metallica em Porto Alegre? E como foi tocar digamos “em casa” para 25.000 pessoas?

Cara, infelizmente não tem como descrever a emoção que todos nós sentimos ao receber a notícia de que o HIBRIA seria a banda de abertura do Metallica tocando “em casa” tendo a oportunidade de trocar uma idéia com o Metallica e equipe. Inesquecível mesmo. Quando ficamos sabendo que o Metallica viria para POA fomos até a produtora e largamos nosso release atualizado e assim como várias outras bandas ficamos na espera até o anúncio oficial. A partir daí, trabalhamos muito para dar o sangue no palco. Agradecemos a todos que estiveram lá batendo cabeça e participando deste dia muito especial para o HIBRA. As fotos podem ser conferidas no HIBRIA.COM.

06 - Qual foi o show mais memorável da carreira da Hibria?

É complicado falar sobre um show específico. Cada um tem um ponto marcante. Ano passado tivemos a oportunidade de tocar em países que nunca estivemos e ter contato com diferentes tipos de públicos. Podemos citar os shows na Ásia especialmente os dois do Japão como em Tókio no mês de maio e a nossa participação no Loud Park 2009. Outro show que com certeza ficará para sempre em nossa memória é a abertura para o Metallica em janeiro deste ano em Porto Alegre. Fora o fato de trocarmos uma idéia com a banda que é nossa grande influência, tocar para o maior público que já tivemos, na nossa cidade natal, foi espetacular.

07 - Durante as turnês sempre acontecem situações inusitadas independente da qual seja a banda, com vocês não seria diferente, você se recorda de alguma que pode nos contar?

Durante nossa tour pelo Canadá estávamos indo para Montreal e teríamos que percorrer uma longa distância até lá, mais ou menos umas 6h de viagem. Logo no início o nosso ônibus acabou estragando. Após pararmos em uma oficina voltamos para a estrada e 2h depois voltamos a ter o mesmo problema e foi aí que ficamos quase 3h parados e acabamos perdendo o show de Calgary. Este show seria no dia do aniversário do Diego Kasper, como não conseguimos chegar a tempo acabamos parando em um “bar metal” para comemorar e não deixamos escapar a oportunidade de tomarmos umas cervejas com nossos amigos.

08 - Quais os planos para o futuro?

Agora estamos totalmente voltados para as novas composições e posso adiantar que o novo álbum virá muito pesado mesmo. Após isso concentraremos nossos esforços para tentar chegar em cidades que ainda não tocamos. Sabemos que muitas pessoas aguardam pelo show do HIBRIA em vários locais pelo Brasil. Prova disso é o nosso guesbook no site HIBRIA.COM que é nosso canal direto com o fãs.

09 - Um recado aos fãs?

É muito importante que os fãs continuem escrevendo no nosso guestbook ou no formulário em nosso site, pois assim podemos chegar até os locais que ainda não tocamos e trocar uma idéia com todos após o show. O HIBRIA vem crescendo muito mesmo não estando nas grandes mídias, ou seja, pelo “boca a boca” dos fãs e temos muito orgulho disso. Então se você escutou alguma música do HIBRIA e gostou, mostre para os seus amigos e se tiver a oportunidade de ir a um show, nos encontramos lá na frente do palco. Obrigado mais uma vez pela oportunidade e um forte abraço e m nome de todos os integrantes do HIBRIA.

Mais uma vez agradeço pelo tempo cedido a esta entrevista, muito obrigado e boa sorte! Espero vê-los pelos palcos nacionais, afinal também somos filhos do “Deus Metal”.

Fonte: Heavy’Olution Metal
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Repaginando o punk rock - Entrevista Mike Herrera

Repaginando o punk rock

Conhecido por ser uma das personalidades do punk/hardocore mundial, Mike Herrera está de volta ao Brasil, mas desta vez, com uma nova proposta: um show acústico tocando as composições mais aclamadas de suas bandas MxPx e Tumbledown.

Por Costábile Salzano Jr.


Em entrevista ao jornalista Costábile Salzano Jr, o vocalista, baixista e compositor revelou que os fãs podem esperar uma apresentação marcante e que seus projetos musicais estão bem ativos do que se parece.

Você pode me dar um breve resumo de como esta ideia de acústico começou? O que o público pode esperar desta apresentação especial no Brasil?

MH: Ao longo dos últimos anos, tenho feito alguns shows solo acústicos. Em 2009, fui à Austrália, toquei no Soundwave Festival como artista solo e, desde então, venho fazendo estes shows entre a agenda do MxPx e do Tumbledown. As apresentações consistem nas canções que colocaram em evidência o MxPx e o Tumbledown com uma nova roupagem, de uma forma renovada que atrai todo o público, mostrando como essas músicas canções soavam no início. Coisas antigas, coisas novas e alguns dos meus covers favoritos fazem parte do set neste show solo acústico.

Como você descreveria à alguém que nunca escutou sua música antes essa apresentação acústica?

MH: Algumas canções tem riffs pop sem sentido e outras canções são mais rock de raiz. Mas, na maior parte do acústico, eu realmente me preocupei mais com o vocal.

Como você se sente tocando no Brasil novamente, um país que, na minha opinião, tem sempre te apoiado muito?

MH: EU AMO O BRASIL! Estou muito feliz por finalmente retornar.

Qual show no Brasil você se lembra mais? O que você lembra daqui? Você teve a oportunidade de conhecer as cidades brasileiras da última vez?

MH: Eu lembro bastante do nosso primeiro show em São Paulo! Foi tão divertido e somente ver os fãs e as pessoas pela primeira vez foi maravilhoso.

Qual álbum do MXPX te deixa mais orgulhoso ou feliz?

MH: Existem muitos… é realmente difícil dizer. Life In General, The Ever Passing Moment, Panic, Secret Weapon.

Qual a música favorita dos álbuns que você mais gosta de tocar agora?

MH: Eu não sei, talvez “Never Better Than Now” do álbum Secret Weapon.

Você já tocou com praticamente todas as bandas do cenário punk rock. Alguma história engraçada ou piada? Quais foram os melhores momentos ao redor do mundo, até agora?

MH: Existem toneladas de boas histórias. Uma vez, na França, várias bandas estavam curtindo juntas – nós, alguns caras do Lagwagon e do No Use For A Name - estávamos rodando em uma pequena cidade do Mar Mediterrâneo. Bem, depois de beber muito, nós fomos todos andar naquelas bicicletas de dois lugares que os turistas alugam. Big Chirs, do Lagwagon, e seja lá quem estava com ele, acabaram caindo num barranco cheio d’água! Ninguém ficou ferido, mas os locais ficaram irritados!

O que você está escutando no momento? Algo novo para apresentar?

MH: Nada de novo. Eu gosto do Black Flag, Willie Nelson, Johnny Cash, The Descendents, basicamente uma mistura de punk com country!

Como você vê sua carreira em 10 anos?

MH: Espero ainda estar tocando ao vivo e gravando álbuns.

Você tem algum plano para o Tumbledown ou MXPX?

MH: O Tumbledown lança um álbum novo em outubro e o MXPX está trabalhando em um documentário/álbum de fotografia, e talvez em algumas músicas novas.

Fonte: The Ultimate Press